14:30 27 Setembro 2020
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    Coronavírus no mundo no início de setembro (48)
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    Diretor-geral do Fundo Russo de Investimentos Diretos expôs vantagens de plataforma tecnológica da vacina russa Sputnik V em detrimento das novas tecnologias usadas em outras vacinas.

    Enquanto a empresa farmacêutica britânica AstraZeneca interrompeu os testes clínicos de sua vacina contra o coronavírus SARS-CoV-2, causador da doença COVID-19, o diretor-geral do Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo), Kirill Dmitriev, não comentou tal evento.

    "O RFPI como investidor da produção da vacina russa Sputnik V não comenta a interrupção dos testes clínicos da vacina da empresa AstraZeneca", declarou Dmitriev.

    Contudo, Dmitriev ressaltou as vantagens da vacina russa Sputnik V contra a doença em relação às vacinas que usam como plataforma o mRNA (RNA mensageiro) e adenovírus de macaco.

    "Chamamos a atenção para um editorial anteriormente publicado, no qual o chefe do RFPI, Kirill Dmitriev, tocou a questão da muito mais estudada plataforma de vetores de adenovírus humanos em comparação com plataformas novas e não estudadas de produção de vacina, tais como os vetores de adenovírus de macaco ou RNA mensageiro", anunciou o fundo.

    De acordo com Dmitriev, a tecnologia de plataformas com adenovírus humanos, usadas na Sputnik V, foram mais estudadas do que as novas referidas tecnologias.

    "A segurança dos vetores de adenovírus humanos, aplicados na vacina Sputnik V, foi comprovada ao longo de décadas em mais de 250 testes clínicos, e eles são a plataforma mais compatível com o ser humano de entrega de material genético durante a criação de vacinas, uma vez que as pessoas coexistem com os adenovírus humanos há mais de 100 mil anos."

    O diretor-geral do RFPI também acrescentou:

    "Diferentemente dos vetores de adenovírus humanos estudados, não existem pesquisas de longo prazo das novas tecnologias de vetores de adenovírus de macaco e RNA mensageiro."

    Enquanto as empresas do setor farmacêutico anunciaram um compromisso de segurança de seus medicamentos na luta contra a COVID-19 na terça-feira (8), Dmitriev ressaltou a ausência de estudos de longo prazo sobre os efeitos cancerígenos e o impacto na fertilidade em pessoas que tomaram vacinas que usam tais novas tecnologias.

    Anteriormente, Dmitriev havia comentado o "compromisso de segurança", publicado por nove empresas farmacêuticas.

    Mais explicações sobre as questões relacionadas à vacina Sputnik V foram concedidas por Kirill Dmitriev em um artigo baseado em suas respostas.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Coronavírus no mundo no início de setembro (48)

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    Tags:
    novo coronavírus, pandemia, Sputnik V, vacina
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