11:47 30 Outubro 2020
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    O núcleo interno alimenta o processo dinâmico que gera o campo magnético do nosso planeta, que o protege de muitas formas de radiação nociva, e sustenta a vida na Terra.

    Um novo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade do Texas em Austin, EUA, revelou a idade do núcleo interno da Terra. Ao longo dos anos, os cientistas fizeram diferentes suposições sobre a idade do núcleo interno, com versões que variam de 500 milhões a 4,5 bilhões de anos, indicando que o núcleo teria se formado quando o planeta nasceu.

    Os resultados da nova pesquisa, publicada em 13 de agosto na revista científica Physical Review Letters, afirmam que o núcleo interno da Terra tem entre 1 bilhão e 1,3 bilhão de anos, uma data que coincide com o fortalecimento do campo magnético do planeta.

    Para estimar a idade do núcleo interno da Terra, os pesquisadores recriaram suas condições em pequena escala, aquecendo um pequeno pedaço de ferro a 2.727 ºC, e o colocando entre duas bigornas de diamante para recriar a extrema pressão dentro do núcleo interno. Após ficar superaquecido, o pedaço de ferro foi então medido para observar como ele conduz o calor, da mesma forma que o núcleo interno transfere calor para o núcleo externo.

    Esse detalhe permitiu aos pesquisadores calcular o resfriamento térmico do núcleo que alimenta o processo de geodinâmica, e que cria o campo magnético da Terra. Os pesquisadores descobriram que a geodinâmica utilizou cerca de 10 terawatts de energia do núcleo resfriado. Após calcular a quantidade de perda de energia, os cientistas foram capazes de calcular a idade do núcleo interno.

    Os cientistas afirmam que os resultados iluminarão os mistérios que envolvem outros planetas do Sistema Solar.

    "A Terra é única em nosso Sistema Solar por ter um campo magnético, e por ser habitável", comentou o autor do estudo, Jung-Fu Lin, geocientista da Universidade do Texas em Austin, ao portal Live Science.

    "Eventualmente, nossos resultados poderão ser usados para pensar por que razão outros planetas em nosso Sistema Solar não têm campos magnéticos", afirmou Lin.

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    Tags:
    Live Science, Universidade do Texas, Terra, EUA
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