15:08 20 Setembro 2020
Ouvir Rádio
    Ciência e tecnologia
    URL curta
    1260
    Nos siga no

    Pesquisador diz que atualmente não há provas de que o álcool em gel mate o novo coronavírus e faz alerta para cenário de Armagedom. A Organização Mundial da Saúde recomenda o uso.

    Dr. Andrew Kemp, chefe do conselho consultivo científico do Instituto Britânico de Ciência de Limpeza, no Reino Unido, afirma que ainda não há provas de que álcool em gel mate o vírus SARS-CoV-2 e o uso excessivo pode permitir que outras bactérias e vírus em nossas mãos se adaptem e sobrevivam ao uso do produto, relata o tabloide Daily Express.

    Kemp enfatiza que a higiene das mãos é vital para lidar com a disseminação da COVID-19 e que lavar as mãos é uma arma poderosa, mas ele adverte que mesmo os desinfetantes mais potentes não destroem tudo e as bactérias sobreviventes podem ser mais resistentes ao álcool e potencialmente muito mais prejudiciais.

    Movimentação de pessoas em lojas para comprar álcool em gel que está sendo limitado a venda de um frasco por pessoa  na região da 25 de Março na tarde desta quarta-feira (18) em São Paulo.
    © Folhapress / Agatha Gameiro/FramePhoto
    Movimentação de pessoas em lojas para comprar álcool em gel que está sendo limitado a venda de um frasco por pessoa na região da 25 de Março na tarde desta quarta-feira (18) em São Paulo.
    "Álcool em gel para as mãos só deve ser usado ​​como último recurso e como uma medida temporária de curto prazo […] Alegações em muitos produtos de que matam 99,9% das bactérias são enganosas. […] O que eles realmente querem dizer é que matam 99,9% das bactérias contra as quais testaram. No momento, não há provas publicadas de que o álcool em gel mata a COVID-19", explica o especialista.

    OMS recomenda o uso

    Dessa forma, o uso excessivo de álcool em gel durante a pandemia pode criar uma superbactéria e levar a um "potencial cenário de Armagedom", garante o pesquisador. Dessa forma, "nas próximas duas ou três décadas não seremos mais capazes de realizar operações de rotina com segurança, como próteses de quadril, porque temos bactérias resistentes a vários desinfetantes ao lado de bactérias resistentes a antibióticos", afirma Kemp.

    Vendedor de rua oferecendo máscaras e géis de álcool no Rio
    © AP Photo / Silvia Izquierdo
    Vendedor de rua oferecendo máscaras e géis de álcool no Rio
    A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda lavar as mãos regularmente com água e sabão e sugere o uso de um anti-séptico para as mãos à base de álcool "se você não tiver acesso imediato a água e sabão".

    A OMS sugeriu que não há prova de que o desinfetante leve a superbactérias, mas estudos recentes mostram que as bactérias estão se tornando cada vez mais resistentes ao álcool.

    Mais:

    Protesto contra medidas restritivas da COVID-19 reúne mais de 10 mil em Londres
    EUA podem autorizar vacina contra COVID-19 antes do fim dos testes, diz FDA
    Brasil: arquipélago turístico reabre apenas para quem já pegou COVID-19
    Após 6 meses, COVID-19 atinge todos os 645 municípios de São Paulo
    Tags:
    armagedom, álcool, Reino Unido, bactérias
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar