19:13 26 Novembro 2020
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    Apenas em junho foi possível determinar uma periodicidade no desencadeamento consecutivo desse fenômeno, que dura cerca de cinco meses.

    Dois estudos recentes têm estudado o surgimento de rajadas rápidas de rádio (FRB, na sigla em inglês) e determinado uma periodicidade semelhante nesses fenômenos, escreve o portal Science Alert.

    As FRB são poderosos sinais de rádio periódicos de milissegundos vindos das profundezas do Universo, podendo descarregar energia igual a centenas de milhões de sóis. Apesar de serem conhecidas desde 2007, até 2020 não foi possível conhecer a periodicidade com que as rajadas rápidas de rádio emergem no espaço.

    Ainda em 2012, uma equipe da Universidade de Manchester, Reino Unido, liderada pelo astrônomo Kaustubh Rajwade, descobriu explosões repetidas na FRB 121102, que continuaram nos anos seguintes. Em junho, os pesquisadores confirmaram pela primeira vez um padrão na FRB 121102, que explodia a cada 157 dias.

    Mais tarde, uma equipe do Instituto Max Planck, na Alemanha, liderada por Marilyn Cruces, publicou um estudo no servidor de pré-impressão arXiv, no qual relata ter encontrado 36 rajadas rápidas de rádio 121102 entre 9 de julho e 14 de outubro de 2020, embora tenha observado o espaço desde 2017. Após usar os dados de Rajwade, a pesquisa derivou uma periodicidade de 161 dias na FRB.

    Mais recentemente, outra equipe do Observatório Nacional de Astronomia da China, liderada por Pei Wang, fez o mesmo entre março e agosto de 2020, apenas confirmando a primeira FRB na última segunda-feira (17).

    "Combinamos as explosões coletadas em Rajwade et al. (2020) e Cruces et al. (2020) com estas recentemente detectadas pelo FAST em 2019 e 2020, e obtemos um novo melhor período de aproximadamente 156,1 dias", disseram em um comunicado postado no portal de dados astronômicos The Astronomer's Telegram.

    Pesquisadores da China calculam que a fase ativa deve terminar entre 31 de agosto e 9 de setembro de 2020. Caso contrário, deverão concluir que não há padrão na periodicidade, ou que ele evoluiu de alguma forma.

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    Tags:
    Instituto Max Planck, Reino Unido, Universidade de Manchester
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