22:02 30 Setembro 2020
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    Um estudo realizado em cooperação com o ramo militar norte-americano experimentou utilizar os insetos como detectores de explosivos devido a superarem em capacidade sistemas criados por engenheiros.

    Uma equipe de cientistas estudou a capacidade dos gafanhotos em detectar explosivos e descobriu que estes insetos superam os cães neste aspecto por serem baratos e não precisarem de treino, escreve o jornal Stars & Stripes.

    Os cientistas dizem que as antenas do gafanhoto são tão sensíveis que podem facilmente distinguir odores de diferentes tipos de explosivos e não excluem a criação de enxames modificados desses insetos farejadores para detectar bombas no futuro.

    O estudo de uma equipe de cientistas da Universidade de Washington em St. Louis, nos EUA, sugere que é possível criar um sistema avançado de biorobôs baseado em antenas e cérebros de gafanhotos para detectar bombas.

    A pesquisa, publicada na revista Biosensors and Bioelectronics é financiada pela Marinha do país, com um investimento de mais de US$ 1,1 milhão (R$ 6,18 milhões), porque acreditam ser possível criar um rastreador de bombas com estas características.

    De acordo com o jornal, as antenas dos gafanhotos podem detectar diferentes explosivos em concentrações incrivelmente baixas e podem localizá-los em uma fração de segundos.

    De acordo com os cientistas, o gafanhoto norte-americano utilizado neste estudo detecta melhor as bombas quando opera em enxames. Em um grupo de sete insetos, cerca de 80% deram resultados precisos, com a eficácia caindo para 60% em caso de um gafanhoto solitário.

    Os pesquisadores apontam que uma antena de gafanhoto contém 50.000 neurônios, superando sistemas similares desenvolvidos por engenheiros devido a sua experiência evolucionária de 250 milhões de anos.

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    Tags:
    Universidade de Washington, Marinha dos EUA, EUA
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