13:48 27 Setembro 2020
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    O animal em questão é um fóssil de trilobita que foi estudado por cientistas desde o século XIX, porém, ainda ninguém tinha entendido como seus olhos funcionavam.

    Um trilobita que viveu há 429 milhões de anos possuía olhos desenvolvidos que lhe permitiam ver o mundo praticamente da mesma maneira que diversos insetos modernos, como abelhas e libélulas, sugere um estudo publicado pela Scientific American.

    O artigo publicado nesta quinta-feira (13), recolhe indícios de uma evolução prematura do olho, processo detectado recentemente por dois paleontologistas da Alemanha e Reino Unido.

    Os pesquisadores examinaram um exemplar fossilizado do trilobita Aulacopleura koninckii, encontrado no território checo no século XIX. O fóssil mede somente 1,2 centímetro, como uma abelha, e pertence a uma classe do reino animal que desapareceu por completo há 252 milhões de anos.

    Organismo fossilizado do trilobita Aulacopleura koninckii
    Organismo fossilizado do trilobita Aulacopleura koninckii

    O espécime passou pelas mãos de muitos cientistas, mas somente agora os cientistas estabeleceram que possuía um olho com muitos pequenos receptores, cada um com células sensíveis à luz e uma lente para obter foco.

    É pouco comum que um organismo fossilizado preserve estruturas celulares delicadas, especialmente os olhos, algo que a autora do descobrimento, a alemã Brigitte Schoenemann, destaca.

    Ela e seu colega britânico, Euan Clarckson, determinaram que as estruturas internas dos receptores eram quase iguais às que se encontram em insetos modernos. A única diferença era que sua concentração era menos densa, o que provavelmente reduzia a quantidade de detalhes que o animal podia ver.

    No entanto, todos os efeitos ópticos correspondem a um olho moderno.

    "Durante muito tempo, se acreditava que no registro fóssil somente poderiam se conservar ossos, dentes e outros objetos duros", comentou a pesquisadora. "Poder distinguir estruturas celulares, especialmente nos olhos, é muito , muito raro e excepcional".

    O estudo sobre este e outros trilobitas oferece pistas sobre a evolução posterior dos insetos e também de alguns animais marinhos modernos, como os camarões.

    O artigo científico sobre essa descoberta foi publicado na revista Scientific Reports em 13 de agosto.

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    Tags:
    olho, descoberta, abelhas, ciência, fóssil
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