00:36 22 Outubro 2020
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    Em julho foi encontrado no distrito autônomo Yamálo-Nenetsky um mamute, que, após ser examinado, se tornou o exemplar mais completo a ser encontrado na região, que era a casa de mamutes.

    Cientistas na Sibéria, Rússia, encontraram ossos de um mamute de 10 mil anos, informa o portal Neft.

    Na primeira quinzena de julho de 2020, Konstantin Tadibe, um jovem que mora  com a família na tundra local, encontrou um crânio, vários ossos e uma pata com tecido de mamute preservados na margem do lago Pechevalato
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    Segundo a equipe, o fóssil do mamífero foi encontrado no distrito autônomo Yamálo-Nenetsky em 21 de julho por Tadibi, uma família de nenets (povo que vive na região), onde entre 27 e 31 de julho apareceu uma expedição de especialistas do Centro de Pesquisa Científica do Ártico e da Academia de Ciências da Rússia para examinar o achado com os Tadibi.

    Segundo contou Andrei Gusev, pesquisador e arqueólogo sênior do Centro de Pesquisa Científica do Ártico em entrevista à mídia, o mamute foi encontrado por acaso por um jovem de uma família nenets, que ajudou muito durante a escavação. Foi encontrada a maioria do corpo, que teve alguns ossos "perdidos", sendo achadas apenas algumas costelas e vértebras.

    "Não tínhamos experiência anterior de extração de restos ósseos da água", admite.

    "Instalamos uma bomba para bombear a água, coletamos paredes de contraplacado para a escavação, [e] ficou um quadrado de três por três metros. Depois de segurar as paredes para embaçar nossa escavação, bombeamos a água de dentro para fora e jogamos para fora o solo com pás. A profundidade dos ossos era de meio metro a um metro e meio do nível da água do lago. Alguns dos restos foram [...] removidos do chorume úmido."

    Características do mamute

    O mamífero extinto recebeu o nome de Tadibi, em honra da família nenets, mas foi impossível estabelecer a causa da morte, que foi considerada ocorrida "há milhares de anos". Não foi de fome, apontou Gusev, por causa da camada de gordura no corpo. Com 80% do esqueleto preservado, o especialista estimou que o mamute tenha sido um macho entre 15 e 25 anos de idade, medindo entre dois e 2,5 metros.

    Jovem mamute, que viveu há 37 mil anos, sendo segurado pelo filho de um pastor de renas que encontrou o cadáver congelado na tundra, maio de 2007
    © Sputnik
    Jovem mamute, que viveu há 37 mil anos

    O mamute foi transportado para um freezer no Museu Shemanovsky na cidade Salekhard, localizado a sudoeste do distrito autônomo Yamálo-Nenetsky, onde é planejado que seja reconstruído e depois colocado em um dos pavilhões como item de exposição.

    Anteriormente, no distrito foram encontrados dois mamutes nos anos 2000, ambos com menos restos que o Tadibi. A Sibéria era uma região mais quente há milhares de anos, refere Neft, onde viviam, além de mamutes, leões-das-cavernas, veados gigantes, cavalos e outras espécies, enquanto na Europa existia uma geleira.

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    Tags:
    Academia de Ciências da Rússia, Yamal, Sibéria, Rússia
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