14:03 25 Outubro 2020
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    Cientistas dos EUA descobriram clarão de luz ultravioleta pouco comum em uma anã branca. Embora eles ainda não saibam a razão para o fenômeno, o clarão de luz ajudaria a entender mais sobre energia escura.

    Astrofísicos da Universidade do Noroeste, EUA, detectaram um clarão de luz ultravioleta em uma anã branca apenas pela segunda vez na história em dezembro de 2019, a cerca de 140 milhões de anos luz de distância. O fenômeno pode dar aos pesquisadores pistas importantes sobre o que leva ao desaparecimento dessas antigas e deterioradas estrelas.

    Segundo o astrofísico Adam Miller, da universidade norte-americana, esse tipo de explosão é comum no Universo, embora a explosão de supernova em conjunto com o clarão de luz ultravioleta não o seja.

    "A maioria das supernovas não é tão quente assim, então você não recebe a radiação UV [ultravioleta] muito intensa", garante Miller. "Algo de anormal aconteceu com esta supernova para criar um fenômeno muito quente."

    "Os astrônomos têm procurado por isto [clarão de luz ultravioleta] durante anos e nunca o encontraram", afirma o astrofísico. "Segundo nosso conhecimento, esta é apenas a segunda vez que um clarão UV é visto com um tipo de supernova", referindo-se ao tipo de supernova registrado, conhecida como SN2019yvq.

    No entanto, sua equipe ainda desconhece a razão por trás do evento, e avança quatro hipóteses diferentes.

    • A anã branca poderia ter se tornado instável após consumir material estelar de uma estrela companheira em um sistema binário, com uma colisão de material entre as duas estrelas desencadeando o clarão de luz ultravioleta;
    • Poderia ter havido um aumento dramático do calor devido à mistura entre o núcleo interno e as camadas externas da anã branca;
    • Poderia ter havido um aumento dramático do calor devido ao hélio acender o carbono na estrela;
    • A explosão pode ter ocorrido como resultado de uma fusão de duas estrelas anãs brancas.

    Um dos benefícios do estudo da SN2019yvq, de acordo com os pesquisadores, será tentar desvendar algumas das incógnitas em torno da energia escura, incluindo a natureza da expansão do Universo.

    A equipe da Universidade do Noroeste espera descobrir a causa do evento em pouco tempo.

    "À medida que o tempo passa, o material explodido se afasta mais da fonte. À medida que esse material se afina, podemos ver cada vez mais fundo. Após um ano, o material será tão fino que conseguiremos ver o centro da explosão", aponta Miller.

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    Tags:
    Universidade Northwestern, EUA
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