03:30 04 Agosto 2020
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    COVID-19 e o mundo no final de julho (43)
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    Cientistas acreditam que extrato de algas poderia ser a base para um spray nasal que permita bloquear a infecção antes que entre no organismo.

    Uma equipe de pesquisadores do Instituto Politécnico Rensselaer de Nova York (EUA) realizou estudos em que um estrado de algas comestíveis superou substancialmente as capacidades do fármaco remdesivir para inibir a infecção pelo SARS-CoV-2 nas células de mamíferos.

    Segundo um comunicado, os pesquisadores realizaram um teste de eficiência antiviral contra o novo coronavírus empregando um extrato de algas, para "enganar" os agentes infecciosos, que se demonstrou muito mais potente que o medicamente aprovado por muitos países para o tratamento de pacientes graves com COVID-19.

    O SARS-CoV-2 tem uma proteína em sua membrana que se conecta e invade as células humanas. Ao ingressar no organismo, o vírus insere seu próprio material genético na célula e "sequestra" a maquinaria celular para reproduzir suas réplicas.

    Esta imagem de microscópio eletrônico sem data, disponibilizada pelos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA em fevereiro de 2020, mostra o novo coronavírus SARS-CoV-2, amarelo, surgindo da superfície das células, azul/rosa, cultivadas em laboratório
    © AP Photo / NIAID-RML
    Imagem do SARS-CoV-2 dado por um microscópio eletrônico

    Possível base para um spray nasal

    Com base neste comportamento, cientistas tentam fazer com que o vírus se conecte a uma molécula falsa, ou uma isca, no lugar de uma célula humana. Desta forma, o agente infeccioso perderia sua capacidade de reprodução e se degradaria naturalmente.

    "O pensamento atual é que a infecção pela COVID-19 começa no nariz, e qualquer uma destas substâncias poderia ser a base para um spray nasal. Se fosse simplesmente possível tratar a infecção cedo, ou até tratar antes de ocorrer uma infecção, haveria uma forma de a bloquear antes de que entre no corpo", explicou o autor principal do estudo, Jonathan Dordick.

    Atualmente, o remdesivir forma parte do tratamento de pacientes que apresentam pneumonia e requerem fornecimento adicional de oxigênio. Este medicamento pode reduzir a letalidade de pacientes graves afetados pela pandemia, propiciando uma recuperação mais rápida aos contagiados.

    Por outro lado, Dordick salientou que, de fato, a humanidade não conta com "grandes antivirais" e "precisaremos de um arsenal de abordagens que possamos adaptar rapidamente aos vírus emergentes" para nos protegermos contra futuras pandemias.

    Tema:
    COVID-19 e o mundo no final de julho (43)

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    Tags:
    pesquisa, ciência, pandemia, COVID-19, novo coronavírus
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