04:03 04 Agosto 2020
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    A sobrevivência e autossuficiência nas duras condições do planeta vermelho somente seriam possíveis se a estação marciana integrasse um número determinado de pessoas.

    Um modelo matemático sugere que a primeira colônia humana em Marte deve funcionar com ao menos 110 pessoas, informa Laboratório de Integração de Material no Sistema do Instituto Politécnico de Bordeaux (França). Este número tornaria viável a sobrevivência em Marte, assim como a autossuficiência da colônia.

    O autor Jean-Marc Salotti afirma que utiliza Marte "como exemplo", mas seu modelo é aplicável a outros planetas ou à Lua, ainda que cada caso contaria com diferentes resultados. Seu algoritmo está baseado em cálculos dos períodos necessários para realizar diferentes atividades humanas que permitam sobreviver a longo prazo e compará-los com o tempo à disposição dos colonos.

    O autor dá exemplos de como os colonos deveriam se organizar para garantir a sobrevivência e expõe alguns dos problemas técnicos que enfrentariam. Em primeiro lugar, indica que os primeiros habitantes de Marte precisarão encontrar certos elementos e compostos químicos diretamente no lugar de aterrissagem, os mais importantes seriam água e oxigênio.

    Além do mais, parte das ferramentas e dos alimentos deverão ser produzidos no local, detalha o artigo de Salotti publicado pela revista Scientific Reports.

    Entre os fatores para uma exploração viável, o autor enfatiza a capacidade de compartilhar recursos e bens, como habitações e veículos. Neste sentido, salienta que quanto maior seja o número de colonos, mais recursos seriam necessários. Contudo, a capacidade de produção também seria mais alta.

    Salotti defende que a presença de 110 colonos permitiria reduzir o esforço e o tempo que cada um teria que dedicar a trabalhar, enquanto todos poderiam se beneficiar do resultado de cada tarefa. O pesquisador espera que "além de um número mínimo de indivíduos, sejam cumpridas as obrigações e, portanto, a sobrevivência seja possível".

    No entanto, a vida não se limita a capacidades produtivas e Salotti admite que a metade do tempo de trabalho se destinará a atividades sociais, como o cuidado de crianças, da saúde e eventos culturais.

    O pesquisador deixa sem respostas quantos anos seriam necessários para que a colônia alcançasse um nível razoável de autossuficiência.

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    Tags:
    colonização, ciência, espaço, Marte
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