13:57 02 Julho 2020
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    Uma equipe de pesquisadores sugeriu que as manchas que cobrem mais da metade da superfície da estrela gigante reduziram a sua temperatura, fazendo-a perder o brilho.

    No ano passado, a estrela gigante vermelha Betelgeuse começou a experimentar uma diminuição de brilho sem precedentes.

    A causa ainda não foi determinada, porém um novo estudo, publicado na The Astrophysical Journal Letters, sugere que as manchas gigantes existentes na estrela, que está localizada a aproximadamente 650 anos-luz da Terra, são as responsáveis pela dramática queda em sua luminosidade.

    Entre outubro de 2019 e abril de 2020, cientistas observaram uma diminuição de até 40% no brilho normal da estrela. Alguns estudos explicaram que a atenuação seria devido a uma nuvem de poeira "expelida" pela própria estrela, que teria obscurecido sua luz durante um tempo.

    Manchas gigantes na superfície da estrela Betelgeuse
    Manchas gigantes na superfície da estrela Betelgeuse

    "Até o final de suas vidas, as estrelas se convertem em gigantes vermelhas. À medida que o suprimento de combustível termina, os processos de produção de energia mudam. Como resultado, tornam-se dilatadas e instáveis, pulsando em períodos de centenas ou milhares de dias, algo que nós vemos como uma flutuação no brilho", afirma a autora principal do estudo, Thavisha Dharmawardena, do Instituto Max Planck de Astronomia, na Alemanha.

    "O que nos surpreendeu foi que a Betelgeuse se tornou 20% mais escura, inclusive na faixa de ondas submilimétricas", afirmou Steve Mairs, coautor do estudo.

    Pesquisadores concluíram que este comportamento não pode ser explicado pela presença de poeira, mas que é provável que se trate de "uma distribuição assimétrica da temperatura", pois a luminosidade da estrela depende de seu diâmetro e especialmente da temperatura de sua superfície.

    Com isso, é possível constatar uma redução na temperatura média da superfície de Betelgeuse, uma estrela dona de massa 20 vezes superior à do Sol e um tamanho aproximadamente 1.000 vezes maior. Os dados obtidos apontam para a presença de enormes manchas cobrindo entre 50% e 70% de sua superfície visível.

    Dharmawardena afirma que as observações dos próximos anos poderão esclarecer se a forte atenuação de luminosidade da Betelgeuse está ou não relacionada com um ciclo das manchas.

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    Tags:
    cientistas, estudos, estudo, superfície, mancha, estrelas
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