00:25 12 Julho 2020
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    Pandemia da COVID-19 no mundo no fim de junho (34)
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    A principal cientista da organização explicou que, em geral, leva de oito a dez anos para levar uma vacina ao mercado, mas agora se pretende cortar este período a um "mínimo sem precedentes".

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) assegurou que a vacina contra a COVID-19 desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca é a mais avançada até o momento. O anúncio foi realizado nesta sexta-feira (26), em uma coletiva de imprensa, pela chefe científica do organismo, Soumya Swaminathan.

    A empresa, com sede no Reino Unido, começou a realizar testes clínicos com a ideia de – em caso de êxito – produzir entre 300 e 400 milhões de doses a partir do final do ano. Atualmente, cerca de dez mil pessoas estão participando de um teste em grande escala e, no final do mês, se prevê que outros 30 mil voluntários sejam testados.

    "Com toda certeza, em termos do quão avançados estão e a etapa em que se encontram, creio que provavelmente sejam os principais candidatos", salientou Swaminathan, que se manifestou confiante na possibilidade de contar com resultados favoráveis "muito em breve".

    Por outro lado, a cientista mencionou que a vacina contra o coronavírus que está sendo desenvolvida pela companhia norte-americana de biotecnologia Moderna "não está muito longe" da empresa britânica, entre mais de 200 candidatas.

    Neste caso, a empresa "entrará na fase três de testes clínicos provavelmente a partir de meados de julho", agregou a representante da OMS.

    Contudo, Swaminathan destacou que a opção de AstraZeneca, desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Oxford (Reino Unido) e que já foi aprovada com êxito em macacos, "tem um alcance mais global".

    Finalmente, a funcionária explicou que, em geral, se leva quase uma década para disponibilizar uma vacina. No entanto, o projeto de aceleramento da OMS pretende encurtar este desenvolvimento para um período "sem precedentes" de 12 a 18 meses.

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    vacina, vírus, pandemia, OMS, COVID-19, novo coronavírus
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