02:45 09 Maio 2021
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    Após uma violenta colisão de buracos negros no centro da Via Láctea, um grupo de cientistas registrou pela primeira vez um grande clarão.

    Comentando o assunto, o cientista Nicholas Ross, do Instituto de Astronomia da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, disse se tratar da colisão de dois grandes buracos negros.

    "Esse resultado, o clarão óptico resultante da colisão de dois buracos negros e a pressão do gás ao redor deles, é sensacional", publicou o Daily Star citando o cientista.

    Na ocasião, os buracos negros, de dimensões diferentes, se colidiram no centro da nossa galáxia, o que foi registrado por detectores de ondas gravitacionais LIGO na Louisiana, EUA, e também na Itália.

    Anteriormente, observações científicas haviam chegado à conclusão de que, quando dois buracos negros se movem em espiral ao redor um do outro e acabam se fundindo, são geradas ondulações, também chamadas de "ondas gravitacionais".

    Embora a teoria da gravidade de Einstein tenha previsto tal fenômeno, ele só foi registrado pela primeira vez em 2015.

    Comentando o clarão observado na recente colisão, o cientista Matthew Graham, do projeto Zwicky Transient Facility (ZTF, na sigla em inglês), afirmou:

    "O clarão se deu na correta escala de tempo, e no local certo de maneira a coincidir com o evento da onda gravitacional [...] Em nosso estudo, concluímos que o clarão é provavelmente o resultado de uma fusão de buracos negros, mas não podemos desconsiderar totalmente outras possibilidades."

    De acordo com cientistas, buracos negros supermassivos "se escondem" no centro da maioria das galáxias, incluindo a Via Láctea.

    Eles podem ser cercados por um disco de gás em movimento contendo detritos de estrelas e buracos negros menores, o que facilita a fusão entre buracos negros supermassivos e outros de menor dimensão.

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    Tags:
    astronomia, astrofísica, cientistas, universo, luz, espaço, buraco negro
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