20:13 25 Outubro 2020
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    A descoberta das ruínas do mosteiro e do cemitério aconteceu na cidade de York durante os trabalhos de renovação de um edifício municipal.

    Juntamente com as ruínas do mosteiro – pertencente à Ordem de Santo Agostinho - os arqueólogos descobriram restos mortais de seis homens, depois que pedreiros encontraram alguns ossos ao demolir uma parede.

    Segundo informa o jornal local The Yorkshire Post, os pesquisadores encontraram igualmente no local peças de vidro e de cerâmica, moedas medievais, reboco decorado, um prendedor de cabelo da época romana bem conservado e um estilete.

    Prendedor de cabelo da época romana bem conservado encontrado nas ruínas de mosteiro de 800 anos, York, Reino Unido
    Prendedor de cabelo da época romana bem conservado encontrado nas ruínas de mosteiro de 800 anos, York, Reino Unido

    Pensa-se que os corpos possam ser de monges de um antigo mosteiro, construído no século XIII e abandonado no século XVI. Os restos mortais serão enviados para análise, para determinar mais detalhes, incluindo sua idade e sexo. Os locais de sepultamento foram encontrados virados de leste para oeste, conforme o costume cristão.

    Uma equipe do Centro Arqueológico de York, chamada ao local, teme que os corpos possam ter sido vandalizados no passado por ladrões de sepulturas ou danificados por anos de obras no local.

    Pensa-se que haja ruínas de um mosteiro augustiniano sob o Guildhall

    Tom Coates, supervisor do Centro Arqueológico, está convicto que se trata de um cemitério, disposto "ao longo de possíveis linhas de uma parede do mosteiro. Havia indícios de restos humanos desarticulados espalhados por toda a parte".

    Tal se deve, na sua opinião, ao fato de o desenvolvimento da cidade durante os séculos XIX e XX ter danificado substancialmente o local, quando se fizeram muitas demolições e terraplanagens.

    "York tem estado sujeita a um extenso nivelamento ao longo do tempo e é uma das poucas cidades do país onde se conseguem evidências de material dos últimos 2.000 anos".

    Para além dos vestígios do cemitério, contíguo ao antigo templo, já lograram identificar a parte inferior do mosteiro "incluindo o chão da cozinha", precisou Coates.

    O vereador local Nigel Ayre afirmou ao jornal que os trabalhos de renovação do edifício municipal York Guildhall, que visam criar um espaço para escritórios, um café, um restaurante ribeirinho e espaços públicos, têm continuado apesar da pandemia.

    Contudo, nada adiantou como se poderia conciliar a construção em curso com a preservação dos achados arqueológicos.

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    Tags:
    monges, arqueologia
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