13:39 21 Setembro 2020
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    Situação do mundo com COVID-19 em meados de junho (50)
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    Equipe de cientistas russos está testando em Moscou um novo método que poderia salvar vidas e evitar o uso de respiradores em pacientes com formas graves de COVID-19.

    O procedimento, que requer a supressão da hiperativação do sistema de coagulação sanguínea, que provoca a formação de coágulos, está em teste em 12 clínicas da capital russa.

    Fazoil Ataullakhanov, diretor do Centro de Problemas Teóricos de Farmacologia Física e Química da Academia de Ciências da Rússia, relatou à rádio Govorit Moskva que o estudo sob a sua orientação está agora em modo teste em 12 clínicas da capital.

    O novo coronavírus SARS-CoV-2 ativa o processo inflamatório e de formação de trombos. A infecção por ele causada está relacionada à chamada tempestade de citocinas e a distúrbios da coagulação, com formação de grande quantidade de trombos nos vasos sanguíneos.

    Segundo Ataullakhanov, as autópsias têm revelado que os falecidos por COVID-19 apresentam os vasos sanguíneos completamente entupidos.

    "Muitos órgãos sofrem, mas os pulmões estão entupidos em todos eles", afirmou o acadêmico.

    Segundo ele, a supressão do sistema de coagulação do sangue poderia salvar vidas e evitar a ventilação artificial de pacientes que sofrem de formas graves de COVID-19.

    "Os resultados preliminares [do estudo] já são claros: é possível relacionar o desenvolvimento em pacientes de uma hipercoagulação muito grave com formas severas de COVID-19, ou seja, o sistema de coagulação não reage adequadamente à situação. Ele é ativado muito mais do que seria necessário", assinala o cientista.

    "Isto significa que seria possível suprimir esta hiperativação e assim evitar o uso de respiradores e reduzir a letalidade", acrescentou.

    Ataullakhanov estimou que entre 10% e 15% dos pacientes internados com COVID-19 morrem, o que, segundo ele, é um número muito alto.

    A aplicação deste método, que asseguraria a fluidez do sangue nos vasos sanguíneos, ajudaria a tratar de forma mais eficaz os casos mais graves de COVID-19, concluiu o cientista.

    Tema:
    Situação do mundo com COVID-19 em meados de junho (50)

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    Tags:
    pandemia, novo coronavírus, COVID-19
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