04:47 26 Novembro 2020
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    O pesquisador que investigou a descoberta diz que se sabe pouco sobre anfíbios pré-históricos e que o "osso isolado" do animal "é de importância vital".

    Foi encontrado na Argentina um fóssil de rã de 2 milhões de anos, revela a Agência de Ciência, Tecnologia e Sociedade da Universidade Nacional de La Matanza.

    O fóssil tem mais de dois milhões de anos e vem de uma camada localizada a 44 metros de profundidade. Foi descoberto por Perforaciones Bastía nos terrenos da Agro Taurizano, em Paraje Tablas, distrito de San Pedro, Argentina
    © Foto / Agencia CTyS
    Fóssil do úmero da rã e sua escavação na Argentina

    Os restos do animal foram encontrados por uma família na cidade de San Pedro, província de Buenos Aires, em meio a uma escavação de um poço, a 44 metros de profundidade.

    "É um úmero muito pequeno de um pequeno anfíbio, diferente dos sapo-bois e das pererecas", disse Federico Agnolin, um pesquisador do Museu Argentino de Ciências Naturais.

    O fóssil tinha uma estrutura esférica na extremidade distal da articulação que forma o cotovelo, que lhe permite realizar saltos e movimentos rápidos, e um comprimento de apenas alguns milímetros. A área em que se localizava a rã tem uma idade estimada de entre 2 e 2,5 milhões de anos, ou seja, o início da época Pleistocena.

    Agnolin reconhece que se sabe muito pouco sobre os anfíbios pré-históricos, dando a ideia que o animal ficou extinto com o passar do tempo, mas que "mesmo sendo um osso isolado, é de importância vital".

    "As rãs e sapos são muito sensíveis às modificações climáticas e ambientais, por isso são uma importante fonte de informação para entender os climas do passado", disse.

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    Argentina
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