16:56 06 Agosto 2020
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    Um estudo conduzido por uma equipe de arqueólogos israelenses chegou à conclusão que a parte norte da muralha teria sido usada para monitorar a movimentação de pessoas e animais.

    A parte norte da Grande Muralha da China, chamada de Linha do Norte, não foi construída para defesa contra o exército do conquistador mongol Gengis Khan, mas sim para monitorizar e regular o movimento de pessoas e rebanhos, de acordo com um estudo conduzido nos dois últimos anos pela Universidade Hebraica de Jerusalém, Israel, e publicado na terça-feira (9).

    De acordo com o arqueólogo Shelach-Lavi, esta secção da muralha tem recebido pouca atenção dos cientistas.

    A Linha do Norte, com uma extensão de 740 quilômetros, foi construída entre os séculos XI e XIII, abrangendo territórios atuais da China, Rússia e Mongólia. O imperador mongol reinou entre os anos 1206 e 1227.

    Vista aérea de parte da Linha do Norte
    Imagem aérea da Linha do Norte na Mongólia

    Após examinar a Linha do Norte com o uso de drones, imagens de satélite de alta qualidade e ferramentas arqueológicas tradicionais, os pesquisadores chegaram à conclusão que a muralha devia ter tido funções não militares, devido a ser relativamente baixa (dois metros de altura) e estar localizada próxima de estradas, segundo o portal Science Alert.

    "Nossa conclusão é que se tratava mais de monitorar ou bloquear a movimentação de pessoas e rebanhos, talvez para taxá-los", disse Shelach-Lavi.

    O arqueólogo israelense sugeriu que sua construção poderia ter estado relacionada com as migrações de norte para sul quando o tempo ficou mais frio na Idade Média.

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    Tags:
    Idade Média, Rússia, China, Israel, Grande Muralha da China
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