13:17 24 Novembro 2020
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    Arqueólogos acreditam que alguns eventos na história da Grécia Antiga ocorreram 50 ou até 150 anos mais cedo do que se pensava, após adotarem método de datação de artefatos por carbono-14.

    Com este método, é possível analisar ossos, madeira, fibras vegetais e matéria orgânica em geral, e datar sua idade até um limite de 50 mil anos.

    De acordo com os especialistas, a quantidade do isótopo de carbono-14 em tais artefatos depende das condições climáticas, publicou o portal Archaeology News Network.

    Desta forma, eles tornaram mais exato o procedimento de análise, comparando resultados obtidos com os parâmetros de objetos cuja idade já era conhecida por meio de outras fontes.

    Na ocasião, foram analisados artefatos de uma escavação arqueológica em Sindos, no subúrbio de Tessalônica, na Grécia.

    Como resultado do trabalho, os cientistas descobriram que muitos eventos importantes na Grécia Antiga, incluindo diferentes invenções, obras literárias como "A Odisseia" e inovações em filosofia e organização política, poderiam ter ocorrido 50 ou até 150 anos antes do que se pensava.

    "Já se pode confirmar que a disseminação do alfabeto em toda a Grécia e Itália começou no século IX a.C., mas foi um processo mais longo do que se pensava", declarou o pesquisador Stefanos Gimatzidis, da Academia Austríaca de Ciências.

    Ainda para o cientista, as análises por carbono-14 não só podem esclarecer com exatidão a data de eventos antigos, como permitem uma nova leitura da história antiga.

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    Tags:
    escavação, Tessalônica, Carbono 14, Grécia Antiga, arqueologia
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