21:08 12 Julho 2020
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    Centro russo de pesquisa em virologia e biotecnologia Vector está desenvolvendo várias vacinas contra coronavírus, sendo uma inoculada por via nasal, enquanto as demais seriam administradas por injeção.

    "As vacinas diferem não só em seu princípio funcional, mas também no método e esquema de imunização. Assim, uma de nossas vacinas não segue o esquema clássico da injeção intramuscular, sendo aplicada por via intranasal, o que significa que ela é introduzida no nariz por aplicação de gotas", afirmou Rinat Maksyutov, diretor-geral do Centro.

    Testes promissores

    A vacina tem sido testada em animais.

    "Como parte dos testes de laboratório, primatas inferiores foram infectados com o novo coronavírus. Os resultados obtidos são similares à infecção em humanos. Há um número significativo de casos assintomáticos, ou seja, quando um vírus somente pode ser detectado pela excreção de vírus em um esfregaço usando o método PCR [reação em cadeia da polimerase]", assinalou Maksyutov.

    Alguns primatas, acrescentou o especialista, tiveram febre. Para controlar possíveis alterações nos pulmões, os pesquisadores recorreram a dispositivo de raios X.

    "Inoculada a vacina, não houve aumentos de temperatura nem reações indesejadas. Todos eles reagiram muito bem à introdução de nossas vacinas", congratulou-se o diretor-geral da Vector.

    Início das provas em humanos

    O centro Vector planeja iniciar os primeiros ensaios clínicos em humanos no final de junho – início de julho e concluí-los em meados de setembro.

    Ao mesmo tempo, Maksyutov sublinhou não ser aconselhável uma aceleração do trabalho com a vacina, pois não se deve esquecer os princípios básicos da vacinação – não prejudicar ninguém ou injetar uma droga inútil.

    Os ensaios clínicos em humanos serão efetuados em voluntários de ambos os sexos, de entre 18 e 60 anos, informou Maksyutov, que acrescentou estarem excluídas do experimento pessoas que já tenham sido infectadas com o SARS-CoV-2.

    Os grupos de voluntários só serão definidos sete dias antes do início do ensaio clínico, acrescentou Maksyutov.

    O centro Vector também espera que suas pesquisas possam ser utilizadas, igualmente, para proteger as crianças e idosos.

    "Mas isto é uma questão de ensaios clínicos posteriores. Após recebermos resultados positivos e registrarmos a vacina, no âmbito de ensaios pós-registro e ensaios clínicos independentes vamos expandir o contingente em termos de idade, incluindo crianças e maiores de 60 anos de idade", acrescentou o diretor-geral.

    Segundo Maksyutov, esses estudos poderiam começar já no início do próximo ano.

    Vale recordar que recentemente a representante da OMS na Rússia, Melita Vujnovic, relatou que a organização já registrou 124 promissoras vacinas contra o coronavírus, entre elas oito desenvolvidas na Rússia.

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    pandemia, novo coronavírus, vacina, Rússia, COVID-19
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