07:56 06 Agosto 2020
Ouvir Rádio
    Ciência e tecnologia
    URL curta
    Mundo enfrentando pandemia no fim de maio (69)
    1131
    Nos siga no

    A neolactoferrina tem sido um sucesso contra alguns outros vírus, e poderia ser a razão de os bebês terem taxa de mortalidade quase nula contra o SARS-CoV-2, teorizam cientistas russos.

    O leite materno poderia salvar a vida de pessoas infectadas pelo novo coronavírus, afirma Igor Goldman, diretor científico do Instituto de Biologia Genética da Academia de Ciências da Rússia.

    É conhecido que o SARS-COV-2 afeta os mais idosos de forma desproporcional, mas também há outro fato que devia deixar as pessoas ainda mais curiosas.

    "Casos de infecções pelo coronavírus de bebês que mamam são simplesmente singulares na massa de vários milhões de infectados", nota o acadêmico em declarações ao portal News.ru.

    Esse fato deixou muitos cientistas perplexos, pois o sistema imunológico de crianças tão jovens ainda está se formando.

    A única linha de defesa seria a proteína neolactoferrina emitida pelo leite materno, que tem efeitos bactericidas e antivirais. Cientistas russos criaram um medicamento composto em 90% por lactoferrina humana e em 10% por leite de cabra.

    Cientistas russos notam que o medicamento já teve efeitos positivos contra citomegalovírus, HIV, rotavírus, o vírus de herpes simples, hepatite C e papilomas humanos.

    "Consideramos que as pessoas podem evitar que o vírus entre em seus corpos ingerindo um novo medicamento", explicou Goldman. "[...] A substância dentro do corpo não só vai ajudar a combater o coronavírus, mas também irá prevenir complicações com bactérias", prevê.

    O medicamento ainda está em desenvolvimento, adverte o imunologista Vladimir Bolibok, mas comenta que desde antiguidade o leite recém-ordenhado à base da lactoferrina é usado em doentes, e era considerado o produto mais saudável.

    Tema:
    Mundo enfrentando pandemia no fim de maio (69)
    Tags:
    COVID-19, Academia de Ciências da Rússia
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar