14:48 09 Julho 2020
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    Nos últimos 50 anos, a intensidade mínima na anomalia do Atlântico Sul caiu de aproximadamente 24.000 a 22.000 nanoteslas, e durante a década passada surgiu um segundo centro.

    O campo magnético da Terra perdeu aproximadamente 9% de força nos últimos 200 anos, informa a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).

    A área onde foi registrada a menor intensidade é a chamada Anomalia do Atlântico Sul, que cobre uma grande parte da América do Sul, estendendo-se até a África do Sul.

    Entre 1970 e 2020, a intensidade mínima do campo magnético caiu nessa zona de aproximadamente 24.000 a 22.000 nanoteslas, indica a agência.

    Ao mesmo tempo, é ressaltado que a área está se movendo para o oeste a uma velocidade de 20 quilômetros ao ano, além de estar crescendo.

    Devido à expansão do fenômeno, surgiu um segundo centro de intensidade mínima nos últimos cinco anos, localizado no sudeste da África. Agora, os cientistas acreditam que a Anomalia possa estar se dividindo em dois centros.

    ​Alpha, Bravo e Charlie ao dever! A missão Swarm da ESA manteve o olho em nosso campo magnético desde 2013. Recentemente, seus dados foram usados na compreensão da evolução da Anomalia do Atlântico Sul. Impacto da radiação na Anomalia do Atlântico Sul.

    O campo magnético defende nosso planeta do fluxo de partículas eletricamente carregadas e provenientes do espaço, ou seja, sem o campo magnético morreríamos por conta da radiação.

    Um estudo de 2019 estimou que há 565 milhões de anos, a magnetosfera esteve a ponto de desaparecer, o que pôde ter resultado na extinção da vida na Terra.

    A Anomalia do Atlântico Sul não representa perigo a nível superficial. A única maneira em que pode danificar os humanos é se provocar falhas técnicas nos satélites e outras aeronaves que sobrevoam na zona da órbita terrestre baixa, assegura ESA.

    O enfraquecimento do magnetismo está dentro dos limites de flutuações normais. Desta maneira, não deve ser considerado o sinal de uma próxima reversão do campo magnético, fenômeno que ocorre a cada 250 mil anos, privando temporariamente a Terra de proteção contra o vento solar.

    "O novo mínimo oriental da Anomalia do Atlântico Sul leva uma década para ser formado, mesmo em um ritmo acelerado [...] O desafio agora é entender os processos que estas mudanças provocam no núcleo terrestre", cita o comunicado da ESA.

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    Tags:
    estudo, América do Sul, Atlântico Sul, campo magnético, Terra
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