07:09 26 Setembro 2020
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    Mundo enfrentando pandemia no fim de maio (69)
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    Segundo uma equipe de cientistas dos EUA, o novo coronavírus deixa de ser infeccioso após tocar uma superfície com baixo nível de eletricidade, neutralizando-o após um minuto ou menos.

    O SARS-CoV-2, vírus que provoca a COVID-19, tal como os outros, normalmente se cola a uma superfície inanimada ou a um ser vivo, procurando encontrar células que possa infectar para se espalhar.

    No entanto, pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana, EUA, acreditam que texturas eletrocêuticas poderiam eliminar o novo coronavírus com um simples contato, segundo uma versão preliminar do estudo no arquivo científico ChemRxiv.

    "A COVID-19 [...] é altamente infecciosa, especialmente para os profissionais de saúde. Eles estão constantemente expostos a pessoas que têm essa infecção e, embora usem, por exemplo, máscaras faciais, alguns desses vírus aderem ao exterior dessas máscaras", disse Chandan Sen.

    "Quando você remove a máscara, você acaba espalhando a infecção", avisa.

    O objetivo dos pesquisadores agora é receber Autorização de Uso Emergencial da Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) para usar o tecido em máscaras faciais no combate à COVID-19.

    "Então nosso desafio aqui é, uma vez que este vírus entra em contato com o tecido da máscara, ele não pode mais infectar."

    Segundo explicam os cientistas, o termo eletrocêuticos se refere a "uma matriz de baterias de microcélulas embutidas que cria um campo elétrico e gera sem fio um baixo nível de eletricidade na presença de umidade". Os pesquisadores têm estudado o funcionamento do tecido durante os últimos seis anos.

    O diretor do Centro de Medicina e Engenharia Regenerativa de Indiana revela que, após tocar o tecido, o vírus perde sua capacidade de infectar em um minuto no máximo.

    Novas pesquisas de cientistas da Universidade de Indiana mostram que o tecido eletromagnético destrói o coronavírus ao contato, fornecendo evidências convincentes para a aplicação de equipamento de proteção individual na luta contra a COVID-19.

    O processo acontece devido ao fenômeno de "interação eletrostática", que os vírus utilizam para entrar com sucesso no corpo. Como tal, a estrutura se desmorona ao entrar em contato com uma superfície eletrocêutica.

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    Mundo enfrentando pandemia no fim de maio (69)

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    Tags:
    Food and Drugs Administration (FDA), Universidade de Indiana, COVID-19, EUA
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