10:33 25 Novembro 2020
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    Avanço da pandemia de COVID-19 em meados de maio (112)
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    A empresa de biotecnologia Moderna (EUA) anunciou em 18 de maio ter concluído a fase inicial de testes clínicos de sua vacina contra coronavírus, tendo todos os 45 participantes produzido anticorpos.

    Em comunicado, a empresa informou que a vacina experimental, batizada de mRNA-1273, desencadeou uma resposta imunológica em todos os voluntários, gerando anticorpos no sangue em quantidade maior ou igual que o observado em pessoas naturalmente infectadas com o coronavírus SARS-CoV-2, que causa a doença COVID-19.

    Fase 1

    Os participantes do estudo foram divididos em três grupos, cada um recebendo uma quantidade diferente de vacina: 25 microgramas, 100 microgramas e 250 microgramas.

    Cada grupo recebeu duas doses por injeções intramusculares em seus braços, com 28 dias entre doses.

    Após 43 dias desde a tomada da primeira dose, ou seja, 15 dias após receber a segunda, o grupo de 25 microgramas apresentou níveis de anticorpos consistentes com amostras de sangue de pacientes recuperados do coronavírus.

    Já quanto ao grupo dos 100 microgramas, produziu anticorpos que "excederam significativamente" os níveis observados em pacientes que se recuperaram do coronavírus.

    Os resultados com o grupo dos 250 microgramas não foram animadores.

    Pelo menos oito participantes (os quatro primeiros dos grupos de 25 e 100 microgramas) desenvolveram os chamados "anticorpos neutralizantes", que defendem as células de patógenos ou partículas infecciosas.

    Homem infectado com a COVID-19 recebe potencial vacina nos EUA
    © AP Photo / Ted S. Warren
    Homem infectado com a COVID-19 recebe potencial vacina nos EUA

    "Estes dados provisórios da Fase 1, embora precoces, demonstram que a vacinação com mRNA-1273 provoca uma resposta imunológica da magnitude causada pela infecção natural, começando com uma dose tão baixa quanto 25 [microgramas]", afirmou o médico-chefe da Moderna, Tal Zaks, citado no comunicado da empresa.

    Segundo Zaks, os "dados comprovam nossa crença de que a mRNA-1273 tem o potencial de prevenir a doença COVID-19 e nos capacita para podermos selecionar uma dose para ensaios cruciais".

    Fase 2

    Já o diretor-executivo da empresa, Stéphane Bancel, assegura que "estamos investindo para aumentar a produção para maximizar o número de doses que poderemos produzir para ajudar a proteger o maior número possível de pessoas do SARS-CoV-2".

    Em 6 de maio, a Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos EUA completou sua revisão do pedido da empresa para a mRNA-1273, permitindo que ela prosseguisse a pesquisa para a fase 2, a iniciar brevemente, com 600 participantes.

    Fase 3

    A futura vacina não causou complicações na fase inicial dos testes. O laboratório planeja realizar testes em larga escala em julho.

    A Moderna para a sua vacina recorreu ao mRNA (ou "RNA mensageiro"), um material genético que contém instruções para que as células produzam determinadas proteínas.

    A vacina permitiria ao corpo humano produzir uma proteína contra o vírus sem que adoecesse com a COVID-19.

    Segundo a Forbes, a FDA concedeu à Moderna US$ 500 milhões (R$ 2.860 milhões) de fundos federais para o desenvolvimento da vacina.

    A revista refere ainda que Stéphane Bancel se tornou um bilionário no início de abril, com um patrimônio líquido de pouco mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,72 bilhões).

    Paciente recebe vacina experimental contra a COVID-19 em Seattle, nos EUA
    © AP Photo / Ted S. Warren
    Paciente recebe vacina experimental contra a COVID-19 em Seattle, nos EUA

    As bolsas de valores reagiram positivamente à novidade, com as cotações da empresa subindo em flecha: 550 pontos no índice Dow Jones, 60 no S&P 500 e mais de 165 pontos no Nasdaq.

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    Tags:
    pandemia, vacinação, vacina, novo coronavírus, COVID-19
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