09:15 27 Maio 2020
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    Derretimento do Ártico daria "nova vida" a bactérias e vírus congelados e pouco conhecidos, para além de doenças já erradicadas poderem voltar.

    Além das consequências econômicas, políticas e sociais que o aquecimento global e as mudanças climáticas podem trazer, o derretimento das regiões geladas do mundo é visto como uma ameaça à saúde mundial pelo renomado especialista em doenças Dennis Carroll.

    Ponderando a possibilidade de surgirem pandemias como a causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, o cientista disse ao portal Metro Online que bactérias e vírus pouco conhecidos pelos cientistas poderiam começar a circular pelo mundo após serem descongelados de áreas frias afetadas pelo aquecimento global.

    Caso isso aconteça, tais micróbios podem trazer de volta doenças que já foram erradicadas pela humanidade no passado.

    "O mundo se confronta com a real possibilidade de micróbios antigos que ficaram adormecidos sob a tundra congelada receberem nova vida com a mudança climática e o derretimento do norte do Ártico", afirmou Carroll.

    Ártico mais quente

    O alerta está diretamente relacionado com a subida da temperatura no Ártico registrada por diferentes estudos.

    Nos últimos 30 anos, as temperaturas na região subiram dramaticamente e a previsão é de que o aumento continuará em um ritmo mais acelerado do que em outras áreas do planeta.

    Anteriormente, cientistas conseguiram "ressuscitar" uma bactéria congelada há oito milhões de anos, enquanto sinais de novos vírus já foram encontrados no permafrost, solo no Ártico formado por rochas, terra e restos de vegetação permanentemente congelados.

    Ainda de acordo com a Dra. Audrey Thévenon, da Universidade de Georgetown, EUA, citada pela mídia, o risco de pandemia é aumentado pelo maior movimento de animais selvagens, que podem estar contagiados, para áreas ocupadas pelos homens.

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    Tags:
    mudanças climáticas, Ártico, bactérias, vírus, novo coronavírus, pandemia, COVID-19
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