15:26 09 Julho 2020
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    Pandemia da COVID-19 e o mundo no início de maio (100)
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    Professor universitário russo de fisiopatologia indica em que condições o organismo humano melhor pode produzir os anticorpos necessários que lhe assegurem imunidade contra novo coronavírus.

    O professor de Fisiopatologia da Primeira Universidade Médica Estatal de Moscou I.M. Sechenov, Anton Ershov, explicou ao jornal Rossiyskaya Gazeta sob que condições o organismo consegue formar a imunidade ideal ao novo coronavírus SARS-CoV-2.

    Segundo Ershov, a manifestação da doença sob uma forma moderada e sem recurso a uso excessivo de medicamentos cria as condições para a formação de um nível ideal de imunidade.

    "É quando o corpo forma a máxima imunidade a ele [vírus]", afirmou Ershov.

    Segundo o professor, uma imunidade adequada que proporcione a devida proteção contra a infecção, não ocorre em outras duas situações.

    A primeira, em caso de manifestação muito leve da doença, pois, apesar da infecção, a reduzida presença viral leva o organismo humano a desconsiderar a ameaça, não produzindo a quantidade necessária de anticorpos, e não conseguindo dessa forma a imunidade.

    Micrografia eletrônica colorida de uma célula apoptótica (azul) infectada com partículas do vírus SARS-COV-2 (vermelho), também conhecido como novo coronavírus, isolado de uma amostra de paciente. Imagem capturada no Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA (NIAID, na sigla em inglês), em Fort Detrick, Maryland, EUA
    © REUTERS / NIAID-IRF
    Visão de uma célula infectada pelo SARS-CoV-2 sob um microscópio

    A segunda, trata-se das manifestações mais severas da COVID-19, que fragiliza o corpo, que "ficará tão estressado que canalizará todas as suas forças compensatórias para suportar a vida no dado momento, e não para formar uma defesa para o futuro. O organismo simplesmente não tem forças suficientes, sobretudo proteínas para criar anticorpos", explicou Ershov.

    O especialista acrescentou que o problema fundamental reside no fato de o atual coronavírus ser demasiado recente e como tal não ter ainda havido tempo suficiente para ser estudado.

    Contudo, "sendo um vírus SARS, presume-se que a imunidade ao SARS-CoV-2 também permaneça por dois anos. Mas não há dados confirmados", concluiu o professor.

    A pandemia do novo coronavírus SARS-CoV-2, que provoca a doença COVID-19, já atingiu 187 países e territórios, infectou 3.523.121 pessoas e matou 247.752, segundo os últimos dados desta segunda-feira (4) divulgados pela Universidade Johns Hopkins.

    Tema:
    Pandemia da COVID-19 e o mundo no início de maio (100)

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    Tags:
    imunidade, novo coronavírus, COVID-19
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