20:36 29 Novembro 2020
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    Pesquisadores siberianos revelam novas teorias sobre a maior questão relacionada ao evento de Tunguska, a grande explosão que ocorreu perto do rio Tunguska, na Rússia.

    Na manhã de 20 de junho de 1908, uma enorme bola de fogo cruzou o céu da taiga russa. Pouco depois ocorreu uma forte explosão, registrada por diversas estações sismográficas da Rússia e do mundo todo.

    A explosão afetou uma área de 2.160 quilômetros quadrados de bosque e, nos dias seguintes, os habitantes da Europa testemunharam uma série de fenômenos peculiares. Desde então, vários pesquisadores buscam explicar o acontecimento.

    A primeira expedição científica chegou ao local 19 anos depois da explosão, que continua a ser atribuída à queda de um meteorito.

    Contudo, pesquisadores do Centro Científico de Krasnoyarsk da filial siberiana da Academia de Ciências da Rússia consideram que a explosão não está relacionada à queda de um meteorito, mas, sim, ao choque de ondas produzidas pela passagem de um asteroide de ferro através da atmosfera terrestre, o que explicaria a ausência de fragmentos de meteoritos na superfície, que nunca foram encontrados apesar de longas buscas organizadas por expedições.

    As consequências da queda do meteorito de Tunguska, Sibéria, Rússia
    © Sputnik / RIA Novosti
    As consequências da queda do meteorito de Tunguska, Sibéria, Rússia

    Esta nova teoria está baseada em cálculos da trajetória e massa do corpo celeste, sua força e as mudanças de velocidades, segundo publica o portal Gazeta.ru. Como exemplo, os pesquisadores citam o meteorito do Arizona, dono de um diâmetro inicial de mais de 50 metros, que se formou há 50 mil anos e que ocasionou o surgimento de uma cratera de 1.200 metros de diâmetro e 200 metros de profundidade.

    Outro mistério do evento de Tunguska é a causa dos incêndios que cobriram uma região de mais de 160 quilômetros quadrados.

    A explicação deste fenômeno se deve à ação da radiação luminosa de alta intensidade gerada pela parte superior do bólido, com uma temperatura que emanava mais de 10.000 graus centígrados na altura mínima de voo.

    Finalmente, pesquisadores concluíram que ainda é necessário averiguar uma série de questões dentro destas teorias. Entre elas, figuram, em particular, os cálculos da amplitude da onda de choque na região do epicentro em diferentes condições e as mudanças na temperatura da superfície do asteroide na longitude da trajetória, o desenvolvimento ao longo do tempo da passagem do objeto espacial pela atmosfera, incluindo sua destruição.

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    Tags:
    Sibéria, ciência, Rússia, astronomia, meteorito
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