15:42 04 Junho 2020
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    O asteroide 1998 OR2 atingirá o ponto mais próximo de sua trajetória em relação à Terra hoje (29), enquanto cientistas se preparam para observar de perto a rocha espacial.

    Com um diâmetro variando entre 1,8 km e 4 km, o asteroide 1998 OR2 tem chamado a atenção não só pelo seu tamanho, mas pela relativa curta distância de sua trajetória da Terra.

    Hoje (29), por volta das 6h56 de Brasília, deverá passar a 6,29 milhões de quilômetros do Planeta Azul.

    Embora a distância soe muito grande, os cientistas o consideram como um asteroide potencialmente perigoso, visto que cruzará a órbita da Terra.

    Observando os céus

    Contudo, a chance de colisão é mínima, o que não diminui o interesse da comunidade científica pelo corpo celeste, contou à Sputnik o diretor do Instituto de Astronomia da Academia de Ciências da Rússia, Boris Shustov.

    "Cada corpo [celeste] que se aproxima é interessante para a ciência, [pois] não precisamos de o analisar à distância de milhões de quilômetros, ele vai estar perto, e obviamente haverá um programa de observação ótica e por rádio", contou Shustov.

    Com a ajuda de radiotelescópios será possível determinar em milímetros por segundo a velocidade do asteroide, assim como sua aparência, observar sua superfície e estudar sua estrutura.

    Asteroide 'fujão'

    Ao falar sobre a origem de asteroides tão grandes como o 1998 OR2, Shustov declarou:

    "Eles vêm do Cinturão de Asteroides devido ao fenômeno da ressonância com Júpiter."

    O evento acontece quando as órbitas do planeta e dos asteroides entram em ressonância.

    Um dos indícios de sua possível origem é o seu tamanho. Contudo, ainda é um mistério como o asteroide saiu do Cinturão de Asteroides, localizado entre as órbitas de Júpiter e Marte, e entrou na zona mais interior do Sistema Solar.

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    Tags:
    Espaço, colisão, Terra, astronomia, Júpiter, asteroide
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