22:26 04 Junho 2020
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    As imagens da NASA são as mais nítidas já obtidas e fornecem a evidência de que a fragmentação de cometas seria comum e poderia ser o principal mecanismo da morte de seus núcleos.

    O telescópio Hubble, da NASA e da ESA, presenteou os astrônomos com as imagens mais nítidas obtidas até hoje da desintegração do cometa C / 2019 Y4 (ATLAS), o corpo celeste mais brilhante presente no céu noturno do ano passado, depois da Lua.

    As fotos mostram aproximadamente 30 fragmentos do frágil cometa, captados nos dias 20, 23 e 25 de abril.

    Fragmentos do cometa C/2019 Y4 (ATLAS) dos dias 20 e 23 de abril
    Fragmentos do cometa C/2019 Y4 (ATLAS) dos dias 20 e 23 de abril

    O cometa foi descoberto em dezembro de 2019 pelo Sistema de Último Alerta Terrestre de Impacto de Asteroides (ATLAS, nas sigla em inglês, sistema de rastreamento astronômico robótico para detectar corpos menores próximos à Terra), localizado no Havaí. Atualmente, o cometa se encontra na órbita de Marte, a uma distância aproximada de 145 milhões de quilômetros da Terra.

    Anteriormente, alguns astrônomos afirmaram que o ATLAS poderia ser visível a olho nu em maio, para se converter em um dos cometas mais incríveis já vistos nas últimas décadas.

    No entanto, o corpo celeste começou a perder seu brilho bruscamente, o que fez com que os especialistas acreditassem que seu núcleo gelado pudesse se fragmentar ou até mesmo se desintegrar.

    A fragmentação foi confirmada pelo astrônomo José de Queiroz, que registrou três partes do cometa no dia 11 de abril.

    As novas observações do Hubble sobre a desintegração do cometa, dos dias 20 e 23 de abril, revelam que os fragmentos estão envoltos em uma camada de poeira do cometa iluminada pela luz solar.

    Estas imagens fornecem evidência adicional de que a fragmentação de cometas é provavelmente comum, inclusive, poderia ser o principal mecanismo de morte de seus núcleos sólidos e gelados.

    "Isso é emocionante, pois eventos como esse são muitíssimo curiosos de ver por não ocorrerem frequentemente. A maioria dos cometas que possuem fragmentos são demasiados débeis para observá-los. Os eventos desta escala ocorrem apenas uma ou duas vezes em décadas", explicou o chefe de uma das equipes de observação do Hubble, Quanzhi Ye, da Universidade de Maryland, nos EUA, citado pela NASA. 

    Devido à fragmentação dos cometas ocorrer de forma rápida e imprevisível, as observações confiáveis são raras e suas causas não são claras. Entretanto, as novas imagens podem fornecer novas pistas sobre este processo.

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    Tags:
    hubble, NASA, cientistas, astrônomo, Espaço, cometa
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