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    Situação em torno da pandemia de COVID-19 no fim de abril (140)
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    Temperaturas entre 21 e 24 graus centígrados e umidade elevada poderia contribuir para a redução da propagação do coronavírus, explicou um laboratório biológico norte-americano.

    Um funcionário sênior do Departamento de Segurança Nacional (DHS) disse em uma coletiva de imprensa da força-tarefa do coronavírus da Casa Branca na quinta-feira (23) que cientistas do governo encontraram uma forma de retirar a vida ao coronavírus, segundo o portal Yahoo.

    Cientistas descobriram que o vírus morre rapidamente quando exposto à luz solar, calor, umidade e produtos químicos de limpeza, tais como alvejante e álcool isopropílico.

    O chefe da Diretoria de Ciência e Tecnologia do Departamento de Segurança Nacional (DHS, na sigla em inglês), William Bryan, apresentou aos repórteres os primeiros resultados dos estudos do Centro Nacional de Análises e Contramedidas de Biodefesa sobre as condições em que o novo coronavírus da COVID-19 pode sobreviver.

    Bryan disse aos repórteres que o vírus morre "em um ritmo muito mais rápido" quando exposto a temperaturas e umidade mais altas, observando que a 21 a 24 graus centígrados e 80% de umidade, ele morre muito mais rápido do que antes, entre uma e seis horas. No entanto, quando exposto à luz solar direta do verão sob essas condições, o vírus perece em apenas dois minutos.

    Os cientistas do DHS descobriram também que só a lixívia mata o coronavírus em cinco minutos, e o álcool isopropílico em apenas um minuto.

    O diretor acrescentou que o laboratório biológico estava testando outras situações, incluindo diferentes concentrações de luz solar, luz ultravioleta, calor e umidade, além de outros produtos químicos de limpeza.

    A ideia na prática

    Quando um repórter perguntou a Bryan por que áreas abafadas como Nova Orleans e o estado da Flórida se tornaram centros da COVID-19, o diretor observou que a luz solar, o calor e a umidade não são panaceias.

    "Veja o coronavírus como uma cadeia com muitos elos", disse Bryan, referindo que as descobertas apenas apontam para "elos fracos" na cadeia.

    "Isso não desvaloriza as outras atividades e orientações da Casa Branca ou dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças [CDC, na sigla em inglês], que as pessoas precisam fazer para se proteger", disse ele, acrescentando que esse conhecimento é "mais uma arma nessa luta".

    Mulher usando máscara protetora passa por muro pintado, em Nova York, EUA, 22 de abril de 2020
    © AFP 2020 / Timothy A. Clary
    Mulher usando máscara protetora passa por muro pintado, em Nova York, EUA, 22 de abril de 2020

    No entanto, embora ele admitiu que "as condições do verão criarão um ambiente onde a transmissão pode ser diminuída", William Bryan teve o cuidado de acrescentar que "seria irresponsável dizer que sentimos que o verão vai matar totalmente o vírus. Temos uma oportunidade, no entanto, de avançar".

    O presidente norte-americano, Donald Trump, perguntou a Bryan se o vírus morreria nas mãos de uma pessoa sob as condições ideais que ele descreveu. Bryan observou que a pele pode ser uma superfície não porosa, na qual o vírus vive mais tempo, mas que "em teoria" a luz do sol poderia matá-lo também na pele humana.

    O presidente observou que enquanto "muitas pessoas estavam falando sobre o verão", sua administração provavelmente alargaria as diretrizes de distanciamento social durante os meses mais quentes.

    "Vamos alargar até sentirmos que é seguro", disse Trump aos repórteres.

    Ele acrescentou que havia proposto anteriormente que a luz do sol poderia ajudar contra o coronavírus, observando que ele foi recriminado pela "mídia de notícias falsas" por dizer isso.

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    Flórida, Nova Orleans, COVID-19, Departamento de Segurança Interna dos EUA, EUA, Donald Trump
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