15:43 09 Julho 2020
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    Arqueólogos exploradores do fundo do mar da costa libanesa descobriram inúmeros artefatos de valor incalculável em barcos naufragados séculos atrás.

    Pesquisadores, citados pelo jornal The Guardian, destacaram que os naufrágios escondem restos de barcos das eras helenística, romana e otomana. Os artefatos foram encontrados por membros do projeto de pesquisa Naufrágios Enigmáticos (ESP) em grandes profundidades, a quilômetros da costa.

    Uma das embarcações naufragadas merece especial atenção. Ela se diferencia das outras tanto em tamanho como em valor da carga transportada. Trata-se de um barco mercante otomano, que afundou em torno do ano 1630. Provavelmente se dirigia do Egito a Istambul.

    Sua largura era de aproximadamente 43 metros. Era tão grande que em sua cobertura, dizem arqueólogos, seria possível alocar embarcações comuns da época.

    • Porcelana chinesa descoberta no fundo do mar
      Porcelana chinesa descoberta no fundo do mar
      © Foto / Enigma Recovery
    • Xícaras de porcelana chinesa encontradas em navio naufragado.
      Xícaras de porcelana chinesa encontradas em navio naufragado
      © Foto / Enigma Recovery
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    © Foto / Enigma Recovery
    Porcelana chinesa descoberta no fundo do mar

    No porão deste barco havia centenas de artefatos, deixando os pesquisadores impactados por sua diversidade. Trata-se de artigos feitos por 14 culturas diferentes, provenientes da África ocidental e setentrional, China, Índia, Itália, Espanha e Bélgica.

    Âncora de navio naufragado no mar do Mediterrâneo
    © Foto / Enigma Recovery
    Âncora de navio naufragado no mar do Mediterrâneo

    Em particular, foi encontrada a porcelana chinesa mais antiga já descoberta em barcos afundados no Mediterrâneo, assim como cerâmica italiana e pimenta indiana.

    A coleção de porcelana chinesa inclui 360 taças e pratos. Além do mais, foi encontrada uma garrafa produzida no reinado do último imperador da Era Ming.

    Garrafa produzida na última dinastia da Era Ming, na China
    © Foto / Enigma Recovery
    Garrafa produzida na última dinastia da Era Ming, na China

    Nas profundidades do armazém se escondiam os primeiros cachimbos de argila otomanos encontrados por arqueólogos não somente no mar, mas também em terra. Os pesquisadores envolvidos sugerem que esta parte da carga foi objeto de contrabando. Na época em que ocorreu este naufrágio, existiriam proibições severas sobre o consumo de tabaco.

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    Tags:
    embarcação, Império Otomano, Mediterrâneo, mar
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