16:26 18 Junho 2021
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    O planeta recém-descoberto é 40 vezes mais maciço do que a Terra e sua existência deixa os cientistas perplexos.

    Denominado TOI-849b, o corpo celeste se localiza a 225 anos-luz do nosso planeta, sendo o maior planeta rochoso descoberto até agora. Um pouco menor que Netuno, TOI-849b tem 40 vezes maior massa que a Terra e quase a mesma densidade.

    Este monstro espacial foi descoberto por uma equipe de astrônomos, liderada por David Armstrong, da Universidade de Warwick, Reino Unido, e a descoberta, confirmada por mais de 120 pesquisadores, foi publicada no portal científico arXiv.

    Os astrônomos acreditam que se trata do núcleo sólido de um antigo gigante gasoso que foi desprovido do grosso manto de gás que o rodeou no passado. Há muito tempo, seu aspeto devia ter sido semelhante ao de Júpiter, Saturno, Urano ou Netuno. Esta é a primeira vez que um planeta desta classe é descoberto e seu estudo pode ajudar a compreender "o que têm dentro" os gigantes gasosos do nosso Sistema Solar.

    "O interior dos planetas gigantes continua sendo pouco conhecido, inclusive para os mundos do Sistema Solar, uma vez que as dificuldades na observação levam a grandes incertezas nas propriedades desses núcleos planetários. Por isso, os planetas que passaram por vias evolutivas estranhas podem nos proporcionar um caminho novo para compreender seu interior", explicam cientistas.

    "Até agora nunca tínhamos visto planetas com esta densidade que tenham este tamanho. Na verdade, seria de esperar que um planeta rochoso tão grande tivesse formado uma espessa e densa atmosfera a sua volta, se transformando em um gigante gasoso semelhante a Júpiter. E não sabemos porque não aconteceu isso", disse Armstrong.

    Uma das possíveis razões é que o TOI-849b poderia ter ficado sem gás à medida que se formava, por conseguinte, conseguiu formar um núcleo, mas não uma atmosfera. Contudo, não é clara a forma como este processo poderia ter evoluído, escreve portal Tech Times.

    De acordo com os pesquisadores, seria muito mais provável que o planeta se formasse como um gigante gasoso "normal" e perdesse depois seu gás, seja por ter se aproximado perto demais de sua estrela e sua atmosfera tivesse sido varrida por ela, ou devido a uma colisão catastrófica com outro planeta gigante.

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    Tags:
    Sistema Solar, Terra, sonda espacial, novo planeta, NASA, Júpiter
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