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    Países combatendo COVID-19 no meio de abril de 2020 (105)
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    Um novo estudo da Universidade de Southampton revelou que o capsídeo do SARS-CoV-2 não é tão grosso como o de outro vírus. Isso indica um caminho positivo para os laboratórios que trabalham para desenvolver uma cura para esta ameaça biológica.

    O SARS-CoV-2 é coberto por espigões usados para entrar no organismo humano. Estes espigões estão protegidos por açúcares conhecidos como glicanos, e possuem a função de mascarar as proteínas do vírus para ajudá-lo a escapar do sistema imunológico do corpo em que foi introduzido.

    Vírus mortais podem estar bem preparados para enfrentar o sistema imunológico humano. Por exemplo, o HIV "precisa escapar do sistema imunológico constantemente e tem um capsídeo muito grosso formado por glicanos, como se fosse um escudo para o sistema imunológico", explica o professor Max Crispin, autor do estudo da universidade britânica, publicado pelo portal Phys.org.

    Um agente usando macacão de proteção faz um teste rápido para o coronavírus, desenvolvido pela Clínica Universitária de Frankfurt e pela Cruz Vermelha Alemã, em Frankfurt, Alemanha, 31 de março de 2020 (imagem referencial)
    © REUTERS / Kai Pfaffenbach
    Um agente faz um teste rápido para o coronavírus em Frankfurt, Alemanha (imagem referencial).

    A boa notícia é que este não é o caso do coronavírus. O SARS-CoV-2 teria um comportamento de "bater e correr", pois precisa passar de uma pessoa para outra, segundo os pesquisadores.

    "Ao se cobrir com açúcares, os vírus são como lobos com aspectos de ovelhas. Porém um dos importantes descobrimentos do nosso estudo é que, não importando a quantidade de açúcar que tenha, o coronavírus não está tão bem protegido como alguns outros vírus", afirmou Crispin.

    Uma menor densidade de glicanos no vírus pode significar uma maior facilidade para nosso organismo neutralizá-lo com a ajuda de anticorpos.

    "Isso é uma mensagem de esperança para o desenvolvimento da vacina", concluiu.

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    Tags:
    pandemia, COVID-19, novo coronavírus, pesquisa, estudos, estudo
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