14:57 04 Junho 2020
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    Pela primeira vez, astrônomos mediram a velocidade do vento atmosférico em um mundo fora do nosso Sistema Solar, registrando ventos de em torno de 2.330 quilômetros por hora em uma anã marrom.

    Este corpo astronômico, conhecido como 2MASS J1047+21 e localizado a aproximadamente 33 anos-luz da Terra, possui uma massa entre um planeta e uma estrela, revela a publicação Newsweek.

    Anteriormente, cientistas poderiam somente medir a velocidade do vento em nosso Sistema Solar, mas um novo método permitiu a uma equipe internacional de pesquisadores fazer o que ninguém fez até então, segundo um estudo publicado pela revista Science.

    "Enquanto já por muito tempo temos podido sondar diretamente as atmosferas e ventos em corpos de nosso Sistema Solar, nós tínhamos que conjecturar como seriam em outros tipos de corpos, e se há uma coisa que aprendemos por nossos estudos de corpos extrassolares até o momento é que nossas primeiras conjecturas frequentemente se demonstraram equivocadas", afirma Peter Williams, um dos autores do estudo do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica, em um comunicado.

    "Esta nova técnica abre caminho para entender melhor o comportamento de atmosferas completamente diferentes de qualquer coisa encontrada em nosso Sistema Solar", afirmou o astrofísico.

    Ilustração de uma anã marrom e seu campo magnético
    Ilustração de uma anã marrom e seu campo magnético

    Anãs marrons são geralmente referidas como "estrelas falhas", porque são mais massivas que planetas, mas não o bastante para gerar reações termonucleares em seus núcleos como as verdadeiras estrelas.

    Apesar da falta de dados sobre esses corpos celestes, pesquisadores pensam que anãs marrons compartilham as mesmas características rotacionais e atmosféricas de planetas gigantes, como Júpiter e Saturno em nosso Sistema Solar.

    Devido a essas semelhanças, astrônomos puderam determinar a velocidade dos ventos em suas atmosferas, comparando o movimento das nuvens com as emissões de rádio causadas pela rotação de seus interiores. A equipe adaptou esta técnica para a distante anã marrom.

    De acordo com os pesquisadores envolvidos, este estudo poderia ter implicações significantes, uma vez que esta técnica poderia ser usada também para exoplanetas, aprofundando o conhecimento humano sobre mundos distantes.

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    Tags:
    Universo, planetas, espaço, ciência, astronomia
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