00:14 25 Novembro 2020
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    Uma equipe de cientistas poloneses registrou no início do mês duas possíveis explosões no núcleo do primeiro cometa interestelar, o 2I/Borisov.

    O cometa 2I/Borisov, que no ano passado entrou no Sistema Solar do espaço interestelar, possivelmente nunca mais consiga abandoná-lo. Um grupo de astrônomos da Polônia detectou no início deste mês duas explosões no núcleo do cometa.

    Enquanto se afasta do Sol, o 2I/Borisov, descoberto pelo astrônomo russo Gennady Borisov, foi flagrado liberando material em duas ocasiões consecutivas entre os dias 4 e 5 e 8 e 9 de março, de acordo com um estudo publicado pelo The Astronomer's Telegram.

    Nova imagem do cometa interestelar 2I/Borisov, obtida pela Universiadade Yale
    Nova imagem do cometa interestelar 2I/Borisov em comparação à Terra

    Devido às duas explosões, o aumento de brilho total registrado do comenta foi de magnitude de cerca de 0,7 em cinco dias.

    Ambos os eventos mostram que o cometa está se desintegrando, deduziram os astrônomos das Universidades de Varsóvia e Jaguelônica na Polônia, que observaram o fenômeno em luz infravermelha no observatório de Las Campanas, localizado no Chile. "Este comportamento é um forte indício de uma fragmentação contínua do núcleo", dizem pesquisadores.

    O fenômeno teria sido causado pela aproximação do objeto celeste ao Sol, explica o portal Space. Assim como todos os cometas, o 2I/Borisov é formado por principalmente rochas, poeira e gelo. Devido ao calor ao qual foi exposto passando perto do Sol, fortes interações com o gelo foram registradas.

     

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    Tags:
    espaço, Sol, Sistema Solar, corpo celeste, objeto interestelar, cometa
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