22:32 05 Julho 2020
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    A espessura da icônica Grande Mancha Vermelha de Júpiter permanece relativamente estável, mas sua área de superfície vem diminuindo.

    Este detalhe desafia a teoria de a mancha do gigante gasoso esteja em perigo de desaparecimento, segundo novas análises recolhidas por pesquisadores da Universidade Aix-Marselha.

    O maior planeta do Sistema Solar foi descoberto em 1610 por Galileu Galilei que também descobriu três satélites de Júpiter. Já a Grande Mancha Vermelha foi observada pela primeira vez cerca de 200 anos mais tarde por Samuel Heinrich Schwabe. Desde então, a mancha ganha a atenção de astrônomos.

    Nos últimos anos, ficou claro que a mancha estava diminuindo. Antigamente, a Grande Mancha Vermelha de Júpiter tinha cerca do triplo do tamanho da Terra, agora tem só o dobro do tamanho. A diminuição levou astrônomos a se questionar se a tempestade que cria este traço único em Júpiter estaria se acalmando e se algum dia desapareceria por completo.

    ​A Grande Mancha Vermelha de Júpiter – uma tempestade mais vasta do que a Terra que está ativa há pelos menos 350 anos – pode não desaparecer no fim das contas.

    Em estudo recém-publicado no jornal Nature Physics, pesquisadores procuraram saber mais sobre a espessura da mancha, o que poderia fornecer pistas sobre a força da tempestade, e se havia probabilidade de a mancha vermelha sumir.

    As duas sondas espaciais Voyager passaram pelo planeta em 1979, oferecendo a oportunidade de medir a Grande Mancha Vermelha. Cientistas do novo projeto querem compreender se a espessura mudou desde então.

    Porém, devido à atmosfera opaca, é impossível medir diretamente a espessura da mancha, o que obrigou os astrônomos a usar meios indiretos, criando modelos matemáticos e simulações numéricas, inclusive construindo um modelo da Grande Mancha Vermelha – um vórtice em um tanque de vidro acrílico em água salgada.

    Ao comparar os resultados do trabalho, pesquisadores conseguiram chegar à conclusão de que a mancha tem cerca de 170 quilômetros de espessura, sendo estes resultados muito próximos dos obtidos pelas sondas Voyager, sugerindo que a espessura se mantém relativamente estável.

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    Tags:
    estudo, planeta, Voyager 1, Sistema Solar, Júpiter
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