19:48 01 Junho 2020
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    Ao limpar sua casa para a Páscoa judaica, cidadão israelense encontrou e devolveu pedra de balista romana de 2.000 anos que tinha furtado quando era adolescente rebelde.

    A insólita notícia foi adiantada ontem (17) pelo jornal israelense Haaretz.

    A balista era um tipo de artilharia anterior à pólvora que catapultava pedras ou flechas, sobretudo contra tropas inimigas perfiladas ou fortificações, e foi muito usada pelos romanos no cerco de Jerusalém há 2.000 anos.

    "Apocalipse do coronavírus" iminente impele homem a devolver balista roubada de Jerusalém

    A pedra de balista foi por ele furtada, junto com um amigo 15 anos atrás, em umas escavações que decorriam na antiga Cidade de Davi, em Jerusalém.

    Segundo informa o jornal, o homem em causa preferiu manter o anonimato, não dando a cara junto da Autoridade de Antiguidades de Israel e preferindo recorrer à intermediação de um terceiro.

    O furto parece não ter pesado muito no seu coração ao longo dos anos, pois constituiu família e seguiu sua vida.

    Consciência pesada: cidadão israelita acaba de devolver à Autoridade das Antiguidades de Israel uma pedra de balista de 2.000 anos que pegou sem permissão há 15 anos: "Chegou a hora de limpar minha consciência. Parece que o fim do mundo está próximo."

    O motivo para somente agora ter devolvido a relíquia arqueológica não se prende propriamente com um arrependimento repentino, mas com o receio de o fim do mundo estar chegando devido ao coronavírus, noticia o Haaretz.

    Segundo o jornal, o fim pode ou não estar próximo, mas algumas pessoas andam agitadas por receio de perdição iminente e devolvem as antiguidades às autoridades, que se têm mostrado benevolentes.

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    Tags:
    novo coronavírus, Israel
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