01:43 12 Julho 2020
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    A façanha foi conseguida por pesquisadores chineses da Universidade de Pequim ao simularem em laboratório efeitos da radiação de buracos negros.

    Os resultados preliminares foram publicados no portal da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos.

    De acordo com os astrofísicos, existem buracos negros supermassivos (SMBH, na sigla em inglês) em todas as galáxias.

    A nossa Via Láctea não é exceção, tendo bem no seu centro um buraco negro batizado de Sgr A*. Apesar de inativo, ele tem uma massa equivalente a quatro milhões de sóis.

    Imagem de um buraco negro no centro da galáxia M87, obtida pelo Telescópio do Horizonte de Eventos
    Imagem de um buraco negro no centro da galáxia M87, obtida pelo Telescópio do Horizonte de Eventos

    As estimativas atuais apontam para que os períodos de atividade de um buraco negro possam ocorrer apenas entre um a dez por cento da vida útil de uma galáxia inteira.

    Os cientistas estudaram o efeito que os buracos negros poderiam causar na evolução química de moléculas essenciais à vida.

    Para isso, eles simularam em laboratório se durante o período de atividade do buraco negro a emissão de raios X poderia estimular a formação de certas moléculas, como a água e o metanol.

    Os resultados apontam para a possibilidade de o Sgr A* poder participar da formação de condições favoráveis para o surgimento da vida, precisamente o contrário do que até aqui se pensava.

    Entretanto, as pesquisas prosseguem.

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    Tags:
    buraco negro, ciência, astrofísica, astronomia
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