05:30 25 Setembro 2020
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    Cientistas americanos anunciaram o desenvolvimento do primeiro mapa 3D em escala atômica de uma parte da doença COVID-19 que infecta células humanas.

    De acordo com o estudo publicado na revista Science, esse modelo é um passo importante para o desenvolvimento de vacinas e tratamentos contra o coronavírus.

    Pesquisas anteriores haviam revelado que os coronavírus invadem as células através das chamadas proteínas spike (espigão). Quando a proteína spike se liga ao receptor em células humanas, a membrana viral funde-se com a membrana celular, permitindo que o genoma do vírus entre nas células e inicie a infecção.

    A equipe compartilha o mapa da estrutura molecular dos vírus com colaboradores de todo o mundo para que eles possam melhorá-lo, fazendo com que ele gere uma maior resposta imunológica.

    Primeiro mapa em escala atômica 3D da parte do novo coronavírus de 2019 que se liga e infecta células humanas (imagem ilustrativa)
    © REUTERS / Universidade do Texas em Austin
    Primeiro mapa em escala atômica 3D da parte do novo coronavírus de 2019 que se liga e infecta células humanas (imagem ilustrativa)

    Com a ajuda do código genético do novo vírus, liberado pelos cientistas chineses, a equipe de pesquisadores da Universidade do Texas em Austin (EUA) e dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) o utilizou para mapear a proteína do COVID-19, usando a criomicroscopia eletrônica para reconstruir a estrutura da proteína.

    "O spike é realmente o antígeno que queremos introduzir nos seres humanos para preparar sua resposta imunológica para produzir anticorpos contra isto, para que quando eles virem o vírus real, seus sistemas imunológicos estejam prontos e carregados para atacá-lo", disse o líder da pesquisa Jason McLellan, citado pela AFP.

    Espera-se que este modelo ajude a descobrir remédios que possam neutralizar o vírus antes mesmo de ele entrar nas células humanas ou evitar que ele se multiplique dentro delas.

    A proteína spike "poderia ser a vacina ou as variantes de uma vacina", opinou McLellan.

    Surto da doença

    Em dezembro de 2019, as autoridades chinesas relataram um surto de pneumonia de origem desconhecida na cidade de Wuhan, província de Hubei. A causa da doença foi um novo tipo de coronavírus, que recebeu o nome de COVID-19 dado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

    O número de mortes pelo COVID-19 na China é de 2.118, além de 74.576 casos de infecção. No total, mais de 16.000 pacientes já se recuperaram na parte continental do país asiático.

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    Tags:
    vacina, pneumonia, doença, China, 3D
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