19:43 10 Agosto 2020
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    Astrônomos de todo o mundo aguardam a missão sem precedentes da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), cujo propósito é explorar o Sol.

    O objeto da atual pesquisa da ESA, o Sol, talvez seja o corpo celeste mais difícil de explorar no espaço próximo. O Homem já enviou sondas à maioria dos planetas próximos e incluso está coletando dados fora do Sistema Solar graças a naves espaciais não tripuladas. Os cientistas também observam galáxias e buracos negros que se encontram a bilhões de anos-luz da Terra.

    No entanto, sabemos relativamente muito pouco sobre o astro principal do nosso Sistema Solar. O objeto da sonda Solar Orbiter é expandir o conhecimento humano sobre a nossa estrela. Trata-se de um dos projetos mais sofisticados da história da exploração espacial.

    O foguete Atlas V 411 com a sonda Solar Orbiter
    ESA-S. Corvaja
    O foguete Atlas V 411 com a sonda Solar Orbiter

    Durante os próximos três anos e meio, o dispositivo se colocará em órbita próxima do Sol, a maior aproximação na história das observações do astro: a 42 milhões de quilômetros. Recorde-se que a Terra se encontra a cerca de 150 milhões de quilômetros do Sol. A distância a atingir pela sonda é menor que a órbita de Mercúrio, o planeta mais perto do Sol e que recebe a maior quantidade de radiação solar.

    A 42 milhões de quilômetros, o ambiente é pouco amigável: a sonda será bombardeada por partículas de vento solar, por forte radiação e, além do mais, terá que suportar temperaturas de até 500 °C.

    Assim que chegar às coordenadas definidas, a Solar Orbiter começará sua missão, que consiste em examinar como o Sol forma e controla a chamada heliosfera, região do espaço que se encontra sob a influência do vento solar e de seu campo magnético. A heliosfera se estende além do último planeta do Sistema Solar, Plutão.

    Os seis telescópios, 10 instrumentos e 27 sensores da Solar Orbiter funcionarão em conjunto para coletar dados sobre o vento solar, o campo magnético, as partículas solares, além das alterações interplanetárias transitórias.

    A ESA afirma que estes dados ajudarão a responder perguntas fundamentais e a entender melhor a evolução dos planetas, assim como o funcionamento do Sistema Solar e surgimento da vida.

    Espera-se que os primeiros dados da sonda sejam recebidos em junho ou julho deste ano. No entanto, seu funcionamento pleno deve ocorrer somente em novembro de 2021, segundo antecipa Luis Sánchez, chefe das operações terrestres da missão Solar Orbiter.

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    Tags:
    exploração espacial, espaço, Sol, Agência Espacial Europeia (ESA)
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