20:58 16 Setembro 2021
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    Um grupo de astrônomos descobriu uma galáxia verdadeiramente insólita devido ao seu enorme tamanho e por já existir há 12 bilhões de anos, quando o Universo tinha apenas 1,8 bilhões de anos.

    Batizada de XMM-2599, a galáxia criou estrelas a um ritmo elevado e, pouco tempo depois, ficou inativa. A razão que levou a galáxia a deixar de formar estrelas continua sendo um mistério.

    "Mesmo antes de o Universo ter 2 bilhões de anos, a XMM-2599 já tinha formado uma massa com mais de 300 bilhões de estrelas, se transformando em uma galáxia ultramassiva", disse em comunicado Benjamin Forrest, investigador do Departamento de Física e Astronomia da Universidade da Califórnia em Riverside (UCR, na sigla em inglês) e autor principal do estudo.

    "O mais notável é que mostramos que a XMM-2599 formou a maior parte de suas estrelas a grande velocidade quando o Universo tinha menos de um bilhão de anos e depois se tornou inativa este tinha 1,8 bilhões de anos", explicou Forrest.

    Sequência de imagens mostra a possível evolução da XMM-2599, de uma galáxia massiva de poeira, formadora de estrelas (esquerda) para uma galáxia vermelha inativa (centro) e talvez se transformando em um brilhante aglomerado de galáxias (direita).
    Sequência de imagens mostra a possível evolução da XMM-2599, de uma galáxia massiva de poeira, formadora de estrelas (esquerda) para uma galáxia vermelha inativa (centro) e talvez se transformando em um brilhante aglomerado de galáxias (direita).

    O grupo de cientistas utilizou observações do potente espectrógrafo de objetos múltiplos de varredura infravermelha do observatório W.M. Keck, para efetuar medições detalhadas da XMM-2599 e calcular com precisão a sua distância. Os resultados do estudo foram publicados em Astrophysical Journal.

    "Nesta época, muito poucas galáxias deixaram de formar estrelas, mas nenhuma era tão massiva quanto a XMM-2599", disse a professora de física da UCR.

    "A mera existência de galáxias ultramassivas como a XMM-2599 representa um grande desafio para modelos numéricos. Embora tais galáxias massivas sejam incrivelmente raras naquele tempo, os modelos predizem [sua existência]. No entanto é esperado que estas galáxias estejam ativamente formando estrelas. O que torna a referida galáxia tão interessante e surpreendente é que já não está formando estrelas, talvez porque deixou de ter combustível ou porque seu buraco negro começou a se criar. Os nossos resultados requerem alterações na forma como os modelos mostram o fim da formação de estrelas nas galáxias mais antigas".

    A equipe de cientistas descobriu que a XMM-2599 formou estrelas equivalendo a mais de 1.000 massas solares por ano no auge da sua atividade, representando uma velocidade de formação de estrelas extremamente elevada. Em contrapartida, a Via Láctea forma aproximadamente uma nova estrela por ano.

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    Tags:
    galáxia, Universo, Via Láctea, astrofísica, Sol
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