02:16 02 Junho 2020
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    Para a NASA, os gigantes gasosos, denominados Júpiteres quentes, ou seja, planetas que orbitam perto demais de suas estrelas para conseguir sustentar vida, são alguns dos mundos mais estranhos fora do nosso Sistema Solar.

    Novas observações mostram que o mais quente de todos é ainda mais estranho, propenso ao derretimento planetário tão severo que as moléculas que compõem sua atmosfera são destruídas.

    O planeta KELT-9b, que é um Júpiter ultraquente, é um das diversas variedades de exoplanetas – planetas que giram em torno de outras estrelas encontradas na nossa galáxia. O KELT-9b, além de ter uma massa quase três vezes maior do que a do nosso Júpiter, orbita uma estrela que está localizada a 670 anos-luz da Terra.

    A temperatura da sua superfície corresponde a 4.300 graus Celsius, sendo ele mais quente que algumas estrelas – este planeta é o mais quente já descoberto até hoje.

    Com a ajuda do telescópio espacial Spitzer da NASA, astrônomos descobriram evidências de que o calor é muito forte até para que as moléculas da atmosfera.

    As moléculas de gás hidrogênio são provavelmente desfeitas quando é dia no exoplaneta KELT-9b, sendo incapazes de se formar novamente até que os átomos flutuem ao redor até chegarem à parte escura do planeta. Trata-se de um ciclo vicioso.

    "Este tipo de planeta é tão extremo em temperatura que se sobrepõe a todos os exoplanetas", destaca Megan Mansfield, estudante de pós-graduação e autora principal de uma nova pesquisa da Universidade de Chicago.

    A ciência está apenas começando a visualizar a atmosfera de exoplanetas, examinando derretimentos moleculares dos planetas mais quentes e brilhantes.

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    Tags:
    telescópio, NASA, hidrogênio, Sistema Solar, Júpiter, Universo, planeta, astrônomo
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