07:52 21 Outubro 2020
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    Usando dados do satélite NOAA/NASA Suomi NPP, cientistas da NASA analisaram o movimento da fumaça dos incêndios da Austrália, detectando volta completa ao redor da Terra.

    Comparando os dados obtidos pelo satélite da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional Suomi NPP, que mostra a distribuição de ozônio, cientistas registraram a chegada da fumaça dos incêndios australianos à sua fonte.

    A imagem feita com dados do satélite Suomi NPP mostra com círculo preto o ponto em que veio a fumaça após dar uma volta ao mundo, com círculo vermelho as formações de novas fumaças e com círculo verde a poeira de uma tempestade de pó.

     Imagem feita com dados do satélite Suomi NPP mostrando com um círculo escuro a fumaça que voltou ao seu ponto de origem após ter dado uma volta à Terra
    Imagem feita com dados do satélite Suomi NPP mostrando com um círculo escuro a fumaça que voltou ao seu ponto de origem após ter dado uma volta à Terra

    Na imagem, tirada em 13 de janeiro de 2020, vê-se as áreas afetadas pelos incêndios (com cores marrom e preto), assim como as áreas não afetadas (verde).

    Imagem feita pelo satélite Suomi NPP mostra os incêndios no leste da Austrália com fumaça e nuvens saindo das áreas afetadas pelo incêndio, 13 de janeiro de 2020
    © Foto / NASA's Worldview
    Imagem feita pelo satélite Suomi NPP mostra os incêndios no leste da Austrália com fumaça e nuvens saindo das áreas afetadas pelo incêndio, 13 de janeiro de 2020

    Antes, a agência espacial norte-americana informou que a fumaça dos incêndios australianos atingiu 15 km de altitude, chegando à estratosfera. Segundo a agência, quando a fumaça entra na estratosfera, ela pode viajar centenas de quilômetros da fonte, afetando as condições atmosféricas por todo o mundo. Entretanto, atualmente todos os efeitos destes eventos são desconhecidos e continuam sendo estudados no que diz respeito tanto a resfriamento com a aquecimento.

    A agência também notou o impacto negativo sobre a Nova Zelândia, onde a qualidade do ar piorou significativamente e a neve em cima das montanhas escureceu.

    Incêndios australianos continuam desde setembro de 2019, tendo matado milhões de animais e dezenas de pessoas e afetado milhares de casas e várias infraestruturas. Há lugares em que a fumaça é tão forte que é impossível extingui-la.

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    Tags:
    satélites, incêndios, Austrália, NASA
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