23:35 27 Outubro 2020
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    Uma equipe de pesquisa encontrou fábricas de produção de molhos para alimentação e vinho em Israel moderno.

    Arqueólogos israelenses descobriram restos de uma fábrica de 2.000 anos de idade, onde se fazia um molho de peixe fermentado que era a grande moda na época romana, perto da cidade de Ashkelon, Israel, como mostram imagens de domingo (22).

    Dr.ª Tali Erickson-Gini, especialista em pesquisa da Autoridade de Antiguidades de Israel, conta sua experiência: "Estamos na superfície do que era uma piscina, uma piscina com água, possivelmente para peixes de água doce ou pequenos peixes, e sabemos que estes estavam sendo cultivados para a indústria de ALEC ou garo, que é um molho de peixe e que é uma parte muito, muito importante da antiga dieta na época romana e até bizantina."

    Erickson-Gini também mencionou ter encontrado restos de uma tina contemporânea onde se recolheriam líquidos preciosos, possivelmente molho de peixe.

    uma descoberta incomum nesta parte do mundo, porque a maioria deste tipo de instalações é encontrada em Espanha e Portugal, e até mesmo na Itália. Sabemos que foram produzidas em todo o Império Romano, mas ainda é muito, muito raro encontrá-las, especialmente do século primeiro, como estas instalações", diz a Dr.ª Tali Erickson-Gini, especialista em pesquisa da Autoridade de Antiguidades de Israel.

    A iguaria romana era preparada em uma intrincada rede de tanques, cubas e "fornos", espaços onde eram produzidos frascos, segundo mostram as imagens. A mistura de peixe era preparada com peixe fermentado e sal, ocasionalmente com vinho, pimenta, azeite ou vinagre. Foram encontradas ânforas com vestígios de picante datadas do século V a.C.

    A equipe de pesquisa sublinhou que o garo era produzido em todo o Império Romano, mas que os arqueólogos têm encontrado poucos vestígios físicos dessa prática, particularmente a partir do século I d.C.

    Continuidade bizantina

    A especialista mencionou terem encontrado vinho bizantino do período final do Império que era enviado para o resto do território, mas também para locais tão longínquos como Inglaterra, Alemanha, e até mesmo no Iêmen. Uma das pesquisas de anos anteriores encontrou grandes quantidades em Alexandria, mencionou a arqueóloga.

    "É um complexo bastante grande, que foi construído aqui por um mosteiro algures no final do período bizantino. Eles produziram uma enorme quantidade de jarros, jarros de vinho para o vinho que estava sendo pisado, recolhido e envelhecido aqui, que depois era enviado para outras partes do Império Bizantino [...] e sabemos que havia muitos outros tipos de mosteiros, como o mosteiro aqui na região de Ashkelon, que produzia vinho para exportação", comenta.

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    Tags:
    arqueologia, Israel
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