11:24 31 Maio 2020
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    Os investigadores conseguiram observar reservatórios de gás frio ao redor de algumas das primeiras galáxias do Universo, tal como existiam até 12.500 milhões de anos.

    Na quinta-feira (19), uma equipe de astrônomos publicou um novo estudo que ajudou a resolver o mistério sobre o rápido crescimento dos buracos negros supermassivos durante a formação das primeiras galáxias do Universo, 12 bilhões de anos atrás, ao encontrar o que seria sua principal fonte de alimentação.

    Halo de hidrogênio (azul) cercando o quasar (cor-de-laranja) nos primórdios do Universo
    Halo de hidrogênio (azul) cercando o quasar (cor-de-laranja) nos primórdios do Universo

    Uma equipe internacional de cientistas, liderada pelo astrônomo Emanuele Paolo Farina, do Instituto Max Planck de Astronomia de Heidelberg, Alemanha, usou o telescópio VLT (Very Large Telescope) do Observatório Europeu do Sul (ESO) e conseguiu observar reservatórios de gás frio ao redor de algumas das primeiras galáxias do Universo. Os investigadores concluíram que essas auréolas de gás são o alimento "perfeito" para os buracos negros supermassivos que se escondiam no seu interior.

    "Agora podemos demonstrar, pela primeira vez, que as galáxias primordiais tinham suficiente 'comida' no seu entorno para sustentar tanto o crescimento de buracos negros supermassivos quanto a formação de estrelas vigorosas", disse Farina em um comunicado.

    Segundo o cientista, a descoberta poderia explicar como estes monstros cósmicos cresceram tão rápido durante as primeiras etapas da formação do Universo, conhecidas como o Amanhecer Cósmico.

    "A presença destes primeiros monstros, com massas superiores vários bilhões de vezes ao nosso Sol, é um grande mistério", explicou Farina, já que nos estudos anteriores não se havia detectado "alimentos para buracos negros" em quantidades suficientemente grandes para explicar o seu rápido crescimento.

    A equipe de Farina utilizou o Explorador Espectroscópico de Unidades Múltiplas (MUSE), instrumento instalado no VLT, para estudar quasares, objetos extremamente brilhantes que se alimentam por buracos negros supermassivos localizados no centro de galáxias massivas.

    Os investigadores estudaram 31 quasares e, com o equipamento referido, os viram como eram no momento em que o universo só tinha uns 870 milhões de anos de idade.

    Dessa maneira, conseguiram descobrir que 12 dos quasares estudados estavam cercados por enormes halos de hidrogênio frio e denso, que se estendem a 100.000 anos luz desde os buracos negros centrais e estavam extremamente unidos às galáxias, o que lhes permitia ser "a fonte de alimento perfeito" para manter tanto o crescimento desses buracos como a intensa formação de estrelas.

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    Tags:
    VLT, Espaço, galáxias, buracos negros
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