18:37 18 Setembro 2020
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    Cientistas da Universidade de Manchester usarão motos de neve e detectores de metais para procurar meteoritos vindos do espaço debaixo do gelo.

    Centenas de meteoritos bombardeiam a Terra todos os anos. Alguns deles são provenientes de pequenos corpos semelhantes a planetas que formaram planetas maiores quando nosso Sistema Solar era jovem, cerca de 4,5 bilhões de anos atrás. Os pesquisadores esperam que esses remanescentes que existem na Terra possam lançar luz sobre aquela época.

    A expedição britânica Meteoritos Perdidos da Antártica se dirigiu ao continente coberto de gelo para analisar uma área remota em busca de rochas raras, que podem dar pistas químicas e físicas sobre como era nosso Sistema Solar em seus primórdios.

    Cientistas da Universidade de Manchester procurarão um tipo específico de "viajantes" do espaço: o chamado ferro meteórico (que é uma liga de ferro-níquel). Se acredita que estas rochas espaciais se separaram de pequenos corpos de tipo planetário, bilhões de anos atrás, sendo consideradas difíceis de encontrar visto que constituem apenas 5% dos meteoritos que caem na Terra a cada ano. Suas características também podem ser alteradas devido à chuva e outras circunstâncias naturais.

    "Este grupo de meteoritos tem um interesse científico intrínseco porque nos dizem como os pequenos corpos celestes se formaram e evoluíram na parte inicial da história do Sistema Solar, há cerca de 4,5 bilhões de anos", revelou a meteorologista Katherine Joy, da Universidade de Manchester, à emissora Fox News.

    Como procurar os objetos

    No entanto, esta não é uma tarefa fácil, pois os meteoritos raramente são descobertos na Antártica. Como os pesquisadores sugerem, isso pode ser explicado pelas altas temperaturas que atingem ao cair na Terra, o que torna mais fácil para eles atravessar a camada de gelo. É esperado que os detectores de metais ajudem a superar essa dificuldade.

    "Pusemos a hipótese de que estes meteoritos de ferro estão localizados logo abaixo da superfície do gelo, fora de vista. Espero que possamos encontrar alguns nesta temporada usando uma abordagem baseada em detectores de metais", disse o matemático Geoff Evatt, da Universidade de Manchester, que integra a expedição, à Live Science.

    No entanto, os dispositivos não são detectores de metais comuns, como os que são frequentemente vistos em praias de todo o mundo. Motos de neve estão preparadas para rebocar dois dispositivos com detectores de cinco metros de largura. Os pesquisadores estão lançando sua operação perto da cordilheira Shackleton, a sudeste do mar de Weddell, em uma área que fica a 750 quilômetros da base mais próxima.

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    Tags:
    meteorito, asteroide, Antártica
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