01:46 27 Outubro 2020
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    Cientistas da Universidade Nacional de Pesquisa Nuclear MEPhI (Moscou) criaram um novo sistema de sensores sem contato para estudar processos rápidos, que podem ser usados na criminalística e nos estudos aeroespaciais.

    Os pesquisadores acreditam que a substituição dos sensores tradicionais, que precisam de contato, por sensores indutivos sem contato pode melhorar significativamente a precisão das medições em testes balísticos tanto no ar como em ambientes sólidos e líquidos.

    "Ao pesquisar as possibilidades de detectar e cronografar partículas ultrassônicas usando sensores com magneto constante, sugerimos um método para determinar a velocidade média das partículas e um método para iniciar o funcionamento do equipamento de registro para sua detecção óptica sem contato", conta o professor Sergei Gerasimov, do departamento de Construção de Equipamentos Especiais da Faculdade de Técnica Física de Sarov da MEPhI.

    O novo sistema é móvel e, como afirmam os autores da pesquisa, pode ser usado por peritos forenses e na criação de meios de proteção do equipamento aeroespacial de choques com lixo tecnológico e partículas de meteoritos.

    Pesquisador em um dos laboratórios da renomada Universidade Nacional de Pesquisa Nuclear (MEPhI), em Moscou
    © Sputnik / Yevgeny Biyatov
    Pesquisador em um dos laboratórios da renomada Universidade Nacional de Pesquisa Nuclear (MEPhI), em Moscou

    Os cientistas explicam que os sensores reagem à alteração da energia do campo magnético e da velocidade do fluxo magnético. A vantagem deste novo tipo de dispositivo é uma maior sensibilidade, simplicidade e solidez da estrutura. Um sensor destes não precisa de fonte de alimentação externa.

    “A intenção é utilizar os resultados existentes para criar no futuro novos tipos de sensores e meios de emissão de pulsos de raios X com capacidade de registrar a formação de fragmentos hipersônicos e a sua interação com as telas de proteção durante a modelação de elementos de proteção para equipamentos espaciais”, diz Aleksei Zubankov, um dos coautores da pesquisa.

    Os cientistas planejam estudar a possibilidade de unir em um só dispositivo os sensores indutivos sem contato e os esquemas óptico-fotoeletrônicos de registro, o que permitiria aperfeiçoar os métodos de medição em experimentos complexos e caros.

    O artigo com os resultados da pesquisa foi publicado na revista Journal of Applied Mechanics and Technical Physics.

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    Tags:
    raio X, campo magnético, pesquisa espacial, MEPhI
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