17:45 20 Janeiro 2020
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    Cientistas afirmam que a descoberta do LB-1 põe em questão as teorias atuais sobre a formação destas áreas do espaço.

    Uma equipe internacional de astrônomos acabou de localizar um buraco negro na Via Láctea cuja enorme massa representa um verdadeiro desafio para as atuais teorias da evolução estelar.

    Até agora, estimava-se que a massa dos buracos negros estelares, que estão localizados em nossa galáxia, era trinta vezes menor que a do Sol. No entanto, cientistas afirmaram ter detectado um que é muito maior, com uma massa que excede a solar em 70 vezes e que foi batizado como LB-1.

    Uma recente pesquisa, publicada na quarta-feira (27) na última edição da renomada revista científica Nature, recorda que já se detectaram antes buracos negros de massa similar, embora "a formação de buracos negros tão massivos em um entorno de alta metalicidade" – particularmente, na Via Láctea – se considerava "extremamente improvável dentro das teorias atuais da evolução estelar".

    "Segundo a maioria dos modelos atuais de evolução estelar, os buracos negros de semelhante massa nem sequer deveriam existir em nossa galáxia", se surpreendeu Liu Jifeng, professor do Observatório Astronômico Nacional da China, que lidera a pesquisa.

    "Agora os teóricos precisaram assumir o desafio de explicar sua formação", agregou Jifeng para a agência AFP.

    A comunidade científica acredita que os buracos negros estelares mais comuns (com massa trinta vezes menor que a do Sol) são resultado da implosão de uma supernova, enquanto que os buracos negros supermassivos se formam junto com as galáxias, ainda que suas origens sejam incertas.

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    Tags:
    galáxia, Via Láctea, buraco negro
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