09:10 04 Agosto 2020
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    O aglomerado de galáxias Phoenix Cluster, localizado a 5,8 bilhões de anos-luz da Terra, gera estrelas a um ritmo 500 vezes maior que o da Via Láctea.

    A descoberta contou com a ajuda dos dados coletados pelo Observatório de Raios X Chandra da NASA e do Telescópio Espacial Hubble, que apontaram que o aglomerado está gerando estrelas a um "ritmo furioso".

    O buraco negro do aglomerado possui uma massa de gases equivalente a trilhões de sóis esfriando em torno dele, permitindo, assim, a formação de diversas estrelas.

    Estrelas estão nascendo nas profundezas de um buraco negro, no aglomerado de galáxias Phoenix Cluster
    Estrelas estão nascendo nas profundezas de um buraco negro, no aglomerado de galáxias Phoenix Cluster

    A pesquisa realizada pela equipe da agência espacial norte-americana mostra que a proporção de resfriamento do gás era a mesma de quando um buraco negro para de injetar energia, o que significa que uma grande quantidade de estrelas pode nascer em regiões onde ocorreu o resfriamento do gás.

    De acordo com os dados do Observatório Chandra, o Phoenix Cluster está gerando novas estrelas a um ritmo 500 vezes maior do que o da Via Láctea, entretanto, esse comportamento não será eterno.

    Mark Voit, coautor do estudo e pesquisador da Universidade Estadual de Michigan, afirmou que "esses resultados mostram que o buraco negro tem ajudado temporariamente na formação de estrelas, mas, quando seus efeitos se tornarem mais fortes, ele começará a se comportar como os buracos negros em outros aglomerados, impedindo o nascimento de estrelas".

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    Tags:
    telescópio, estrelas, Via Láctea, buraco negro, estudo, NASA
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