14:58 12 Novembro 2019
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    Peixe-leão é uma espécie invasora que está causando estragos nas águas do Caribe (imagem de arquivo)

    Propensas à destruição em série: 5 pragas estrangeiras que se espalham pela América Latina

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    As pragas são consideradas espécies exóticas provenientes de outras regiões ou continentes, que se reproduzem em grande número e geram um impacto na biodiversidade. E a América Latina também sofre com esse impacto.

    A introdução desses animais em novos habitats e regiões do mundo, onde não pertenciam, são feitas por seres humanos. Algumas espécies conseguem se adaptar muito bem ao novo ambiente e se tornam pragas para as espécies nativas.

    "As espécies exóticas invasoras estão aumentando nas Américas e particularmente na América do Sul", disse à BBC Aníbal Pauchard, fundador e diretor do Laboratório de Invasões Biológicas (LIB) no Chile.

    Castor Canadensis

    Os castores são um gênero de roedores semiaquáticos nativos da América do Norte e Eurásia, que foram introduzidos na Argentina e no Chile na década de 1940.

    As barragens construídas por esses animais têm causado graves inundações nessas terras, o que tem gerado problemas ambientais, econômicos e de saúde devido à estagnação das águas.

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    A Marinha argentina introduziu os primeiros 20 castores nesta área com a ideia de gerar um comércio local com suas peles, mas, devido à ausência de predadores naturais como lobos e ursos de seu habitat no Canadá, o castor encontrou o melhor cenário para se multiplicar. A sua população ultrapassa 100 mil.

    Árvores e arbustos invasores

    A planta mimosa, nativa da Austrália, é uma das espécies introduzidas para fins ornamentais, florestais ou de controle da erosão. Porém, algumas delas cresceram incontrolavelmente e esmagaram a vegetação nativa.

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    O arbusto cresce rapidamente, adapta-se a qualquer tipo de solo e segrega uma substância que impede o crescimento de outras plantas em seu entorno, devastando todas as espécies ao seu redor.

    Caracol africano

    Os caracóis africanos e os caracóis marinhos venenosos são um risco latente para a América do Sul, uma vez que transportam parasitas nos seus tecidos que podem causar reações perigosas ao seu contato, como a meningite.

    Esta praga chegou a Cuba em 2014 e, desde então, graças ao clima úmido do país, que é benéfico para sua espécie, se espalhou pela maior parte da ilha. É também considerada uma ameaça para a fitossanidade e a biodiversidade.

    Os primeiros registros desta espécie invasora datam de 1977, quando foi introduzida no Brasil. A partir daí, se espalhou para diferentes países da América do Sul, como Peru, Colômbia, Venezuela e Equador.

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    É uma das 100 pragas agrícolas mais prejudiciais do mundo e, além do seu impacto na agricultura e na fauna autóctone de caracóis, também causa danos ao ambiente ao não encontrar inimigos naturais.

    Peixe-leão

    Esse peixe foi introduzido na região na década de 1980 como peixe de aquário, mas foi liberto nas Caraíbas e se dispersou no golfo do México e no Atlântico Ocidental.

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    O peixe-leão considera estas águas seu lar e, sem um predador natural para mantê-lo à distância, o impacto sobre as populações de espécies de peixes nativos tem sido devastador.

    Fungos assassinos de sapos

    O fungo Chytridium tem causado mortes maciças de anfíbios em todo o mundo desde a década de 1980, devido à doença fúngica da chytridiomicose, que ataca as secreções da pele dos anfíbios.

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    Este fungo, originário da África do Sul, chegou à América Central em 2004 e teve um forte impacto no Panamá, onde as populações de muitas espécies de anfíbios foram reduzidas ao mínimo. Entre as vítimas estavam rãs arlequim e rãs comuns.

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    Tags:
    animais, espécies, América Latina, praga
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