19:12 12 Novembro 2019
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    Vista da superfície marítima coberta por pedaços de gelo

    Pedaço de gelo de 2 milhões de anos pode 'descongelar' história das mudanças climáticas na Terra

    © Foto/ Pixabay/12019
    Ciência e tecnologia
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    Gelo de pelo menos dois milhões de anos na Antártica é capaz de explicar alterações de temperaturas por via do dióxido de carbono.

    Especialistas da Universidade Estadual de Oregon estão analisando as bolhas presas dentro de um antigo bloco de gelo que foi retirado de 200 metros abaixo da superfície. O gelo foi retirado de Allen Hills, um local na Antártica que fica a cerca de 210 quilômetros da estação de pesquisa dos EUA, conhecida como Estação McMurdo, publicou a revista Nature.

    As bolhas contêm dióxido de carbono (CO2) e ajudarão a revelar a história da Terra e sua relação com os gases com efeito estufa. A equipe descobriu que os períodos mais quentes da Terra coincidiam com aqueles em que havia mais CO2 na atmosfera, informação fornecida pelos blocos de gelo.
    Pedaço de gelo de 2.000.000 de anos de idade encontrado na Antártica
    Pedaço de gelo de 2.000.000 de anos de idade encontrado na Antártica

    O cientista Ed Brook disse: "Um dos resultados importantes deste estudo é mostrar que o dióxido de carbono está ligado à temperatura neste período de tempo antigo. Essa é uma base importante para entender a ciência climática e calibrar modelos que prevejam mudanças futuras."

    Os pesquisadores têm sido capazes de deduzir que no último milhão de anos a Terra vem tendo idades do gelo seguidas de períodos quentes, em um ciclo a cada 100.000 anos. No entanto, antes disso os ciclos eram mais curtos, ocorrendo a cada 40.000 anos.

    A equipe acredita que pode haver gelo embaixo da superfície que possa ser ainda mais velho do que 2 milhões de anos.

    Mudanças climáticas

    Pesquisas anteriores mostraram que a Antártica está perdendo 200 bilhões de toneladas de gelo por ano. O derretimento das calotas de gelo não só leva à subida do nível do mar, como também a mais inundações.

    Andrew Shepherd, professor de observação da Terra na Universidade de Leeds e autor principal de um estudo anterior publicado na revista Nature, disse: "Em torno de Brooklyn [EUA] há inundações uma vez por ano, mas se o nível do mar subir 15 centímetros, isso vai acontecer 20 vezes por ano. A baixa altitude de Nova York seria também devastadora com uma rápida subida do nível do mar."

    De acordo com o mapa interativo do Google, FireTree, um aumento de dois metros pode arruinar a Holanda, com a maior parte do país submerso. No Reino Unido, o norte da Escócia sofreria um destino semelhante e grandes extensões do leste da Inglaterra se tornariam inabitáveis.

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    Tags:
    Antártica, geleira, gelo
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